quinta-feira, março 07, 2013

DAS QUEDAS, PERDAS & DANOS




DAS QUEDAS, PERDAS & DANOS



Ao longo das nossas vidas nos deparamos com quedas, perdas e danos. Todas surgem do inopinado e sem razões aparentes, mas que fazem parte de todo ser que vive.

Tenho comigo que o poeta já sabia disso com sua antevisão transcendente, registrando como um sensível sismógrafo, nossos males e conquistas. Por isso, na nossa caminhada pela terra sempre nos deparamos com festas ou lágrimas, os dois lados da moeda da vida. E a poesia sempre a registrar nossos avanços e retornos, quedas e conquistas, partidas e vindas. Por isso digo: só a poesia tornará a vida suportável.

As quedas surgem inesperadamente. Surgem do nada para o acidental. Estendidos pela surpresa, sempre encontramos dificuldade para nos levantar. Os arranhões e avarias físicas e anímicas, invariavelmente levam-nos para a tristeza, para decepção, para a depressão. E definimos como para lá de difícil a recuperação. Aliás, toda recuperação realmente é dolorosa.

A perda causa danos imensuráveis e, conseqüentemente, levam-nos às quedas mais avassaladoras. Perder, usualmente, não faz parte do nosso vocabulário, principalmente no país do levar vantagem em tudo. No entanto, parece até inevitável para a condição humana que sejamos intermitentemente arrasados pelas quedas e perdas. Ou como dizem: faz parte.

Os danos causados pelas quedas e perdas causam-nos contrariedades e dores diversas. O constrangimento serve para a expressão da nossa fúria diante de um momento que julgamos de injustiça. Por isso, maldizemos a vida e, muitas vezes, perdemos a esperança, deixando nosso coração endurecido para tudo e todos. Esse o primeiro malefício, afora outros envenenamentos orgânicos que produzimos com nossa profunda consternação.

À primeira vista, temos sempre a impressão de que a tragédia só vitima os outros, nunca os nossos, nem a nós mesmos. Ledo engano. A vida nos reserva momentos de extrema alegria que distinguimos como felicidade. Por outro lado, também estamos sujeitos aos ocasionais eventos que assinalamos como desagradáveis e que repudiamos inocentemente com toda força da nossa indignação. É nesse momento que precisamos ter uma maior reflexão.

Em vista disso, é preciso ter uma ótica diferente quanto às quedas, às perdas e aos danos por elas causados.

Ouvimos desde criança que nascemos para viver. Será? Ou, por menos poético que pareça, não nascemos mesmo para morrer? Será a nossa vida um aprendizado ou meramente uma contagem regressiva? Acredito que não, mas devemos reconhecer que o nascimento remete à vida; e esta, à morte. Uma é conseqüência da outra. Uma dentro da outra e vice e versa. Ou seja, a outra face da vida.

A morte, creio, não seria jamais o fim, senão outro estágio por que passamos com todo aprendizado da vida.

Poderia, então, dizer que a vida é mesmo o aprendizado e, talvez, a morte senão a prova final, a condecoração, a conclusão.

As quedas e perdas, com isso, são ensinamentos que aprendemos na vida. E essas lições são efetivadas pelos danos que nos são causados. É preciso aprender mesmo com a vida, com as topadas, as lágrimas, os estertores.

Entretanto, se todas as nossas experiências vividas ao longo da nossa existência são lições, então, precisamos aprender a resiliência. Sim, resiliência. Primeiro, com a ciência de que recomeçar nunca é tarde demais. Ao contrário, recomeçar é a ignição que precisamos sempre ter ao alcance. Para tanto, é preciso regar a esperança em todo momento. E essa esperança alimentará nossa motivação contra o desalento, o desespero ou a depressão. Afinal, prosseguir é a nossa missão. E a superação é o valor ideal de alcance para que entendamos que a vida prossegue.

Com isso, temos que seguir nosso caminho com o que aprendemos das quedas e derrotas, nos alimentando sempre com a força das nossas conquistas.

Tenho comigo uma lição aprendida: Nosso destino são as nossas escolhas, o que optamos por fazer no triz do erro ou do acerto. Porque quando acertamos, nossas conquistas viram festas. Quando erramos, a lição da queda é o sinal de que devemos recomeçar tudo de novo e sempre que for necessário.

Sigamos vivos e em frente nossos futuros dias porque a vida não pára. Confira mais aqui e aqui




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