terça-feira, janeiro 22, 2013

A GESTALT-TERAPIA DE FRITZ PERLS

GESTALT-TERAPIA – O psiquiatra e psicoterapeuta Fritz Persl (1893-1970), descreveu a Gestalt-terapia como uma terapia existencial, baseada na filosofia existencial e utilizando-se de princípios em geral considerados existencialistas e fenomenológicos. Ele associou-se à maioria dos existencialistas insistindo que o mundo vivencial de um individuo faz de sua situação única. Do mesmo modo, sustentava que o encontro do terapeuta com um paciente constitui um encontro existencial entre duas pessoas, e não uma variante do clássico relacionamento médico-paciente. Nesse contexto, o conceito de intencionalidade é básico tanto para o existencialismo e a fenomenologia quanto para o trabalho de Perls; a mente ou consciência é entendida como inteção. Os sentidos dos atos psíquicos ou intenções devem ser alcançados em seus próprios termos, fenomenologicamente, e em termos de sua própria intenção particular. Dois temas importantes da maior parte do pensamento existencialista são a experiência do nada e a preocupação com a morte e o medo. Também o método fenomenológico de compreender através da descrição é básico no pensamento de Perls, todas as ações implicam escolha, todos os critérios de escolha são eles próprios selecionados. A confiança da fenomenológica na intuição para o conhecimento das essências assemelha-se à confiança de Perls no que ele chama de inteligência ou sabedoria do organismo. Entre os conceitos principais estão o organismo como um todo, ênfase no aqui e agoraa preponderância do como sobre o porquê e conscientização. No que concerne ao todo, além do holismo ao nível intra-orgânico, Perls acentuou a importância do fato de considerar o individuo como parte perene de um campo mais amplo que inclui o organismo e o meio, sugerindo que as pistas para o ritmo de contato e afastamento são ditadas por uma hierarquia de necessidades que são dominantes quando emergem como primeiro plano ou figura contra o fundo da personalidade total. A ênfase no aqui e agora em Perls possui ênfase na importância da autopercepção presente e imediata que um individuo tem do seu meio. No que concerne à preponderância do como sobre o porquê, dá-se pela ênfase na importância da compreensão da experiência de uma maneira descritiva e não causal, na qual estrutura e função são idênticas. Esses três principais conceitos são fundamentais para entendimento da conscientização, que é o ponto central da abordagem terapêutica. O processo de crescimento é um processo de expansão das áureas de autoconsciência; o fator mais importante que inibe o crescimento psicológico é a fuga da conscientização. Em vista disso, Perls acredita plenamente no que ela chama de sabedoria do organismo, considerando o individuo maduro e saudável um individuo auto-apoiado e auto-regulador no cultivo da autoconscientização como sendo dirigido para o reconhecimento da natureza auto-reguladora do organismo humano. Nesse sentido, o principio da hierarquia das necessidades está sempre operando na pessoa. Foi aí que ele desenvolveu a noção de um continuum de consciência como um meio de encorahar esta autoconscientização. Perls definia a saúde e a maturidade psicológicas como sendo a capacidade de emergir do apoio e da regulação ambientais para um auto-apoio e uma auto-regulação. Uma apreciação plena desta hierarquia de necessidades só pode ser realizada através da conscientização que envolve todo o organismo, uma vez que as necessidades são experienciadas por cada parte do organismo e sua hierarquia é estabelecida por meio de sua coordenação. Assim, o ritmo contato/fuga com o meio ambiente é o componente principal do equilíbrio organismico. Para Perls existem quatro tipos de explosões que o individuo pode experienciar ao emergia da camada da morte. Existe a explosão em pesar, que envolve o trabalho com uma perda ou morte que não tinha sido previamente assimilada. Existe a explosão em orgasmo em pessoas sexualmente bloqueadas. Existe a explosão em raiva quando sua expressão foi reprimida. E, por fim, existe a explosão no que Perls chama de joie de vivre – alegria e riso, alegria de viver. Assim, Perls considera a fuga da conscientização e a consequente rigidez da percepção e do comportamento como os maiores obstáculos ao crescimento psicológico. A introjeção ou engolir tuido é o mecanismo pelo qual os indivíduos incorporam padrões, atitudes e modos de agir e pensar que não são deles próprios e que não assimilam ou digerem o suficiente para torna-los seus. A projeção é um mecanismo neurótico que é o oposto da introjeção, uma vez que é a tendência de responsabilizar os outros pelo que se origina no self, envolvendo um repudio de seus próprios impulsos, desejos e comportamento, colocando fora o que pertence ao self. Confluência é um mecanismo neurótico no qual os indivbiduos não experienciam nenhum limite entre eles mesmos e o meio ambiente, tornando possível um ritmo saudável de contato e de fuga, visto que tanto o primeiro quanto o segundo pressupõem um outro, impossibilitando a tolerância das diferenças entre as pessoas.  A retroflexão é o mecanismo neurótico que significa voltar-se de forma ríspida contra, indivíduos retroflexos voltam-se contra si mesmo e, ao invés de dirigir suas energias para mudança e manipulação de seu meio ambiente, dirigem essas energias para si próprios. Dividem-se e tornam-se sujeito e objeto de todas suas ações, são o alvo do seu comportamento. Veja mais aqui, aqui e aqui.

ESCARAFUNCHANDO FRITZ – O livro Escarafunchando Fritz: dentro e fora da lata de lixo (Summus, 1979), de Frederick Perls, é um livro autobiográfico no qual, de maneira irreverente e bem humorada, o autor mostra seu repúdio aos padrões estabelecidos, ao mecionar que: Desta vez vou escrever sobre mim mesmo. Ou melhor, sempre que alguém escreve, escreve sobre si mesmo – mais ou menos. É claro que se pode escrever sobre as assim chamadas observações objetivas, ou sobre conceitos e teoria, mas, de uma maneira ou de outra, o observador é sempre parte dessas observações. Ou, então seleciona o que está observando. Ou obedece as exigências de um professor, e neste caso seu envolvimento poderia ser muito reduzido, mas de certo modo existe. [...]. E fechando o livro ele diz: [...] Escrevi a Lata de Lixo em três meses e depois disso – nada. Tão depressa como veio, a necessidade de escrever secou

EGO, FOME E AGRESSÃO – O livro Ego, fome e agressão: uma revisão da teoria e do método de Freud (Summus, 2002), de Frederick Perls, aborda temas como Holismo e Psicanálise, metabolismo mental, terapia da concentração, pensamento diferencial, abordagem psicológica, o organismos e seu equilíbrio, realidade, a resposta do organismo, defesa, bom e mau, neurose, reorganização organismica, psicanalise clássica, tempo, passado e futuro, passado e presente, instinto de fome, resistências, retrflexão e civilização, alimento mental, introjeção, o complexo de fantoche, o ego como uma função do organismo, a cisão da personalidade, resistências sensomotoras, projeção, o pseudometabolismo do caráter paranoico, complexo de megalomania-rejeição, resistências emocionais, técnica, concentração e neurastenia, concentração no ato de comer, visualização, senso de realidade, silencio interior, primeira pessoa do singular, desfazendo retroflexões, concentração corporal, a assimilação de projeções, desfazendo uma negação, consciência constrangida de si mesmo, o significado da insônia, gagueira, o estado de ansiedade, entre outros assuntos.


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