sábado, outubro 27, 2012

AOS PROFESSORES DE GRAMÁTICA PORTUGUESA


AOS PROFESSORES DE GRAMÁTICA PORTUGUESA


[...] essas regiões nevoentas da análise lógica a que tanto gostam de guindar-se os professores brasileiros. É um dos defeitos do nosso ensino gramatical a importância excessiva que se dá nas classes a isso que se chama análise lógica. Certo que é necessário saberem os alunos o que é um sujeito, um complemento, certo que também é bom que eles saibam distinguir proposições principais e subordinadas, e vejam que estas acessórias ou subordinadas não são mais que o desdobramento de um dos membros de outra proposição e se apresentam como equivalente de um substantivo, de um adjetivo ou de um advérbio: proposições substantivas, adjetivas, adverbiais – nomenclatura que te a duplicada vantagem de evitar termos novos e de fazer da análise lógica uma continuação natural da análise gramatical. Qualquer outra terminologia que se adote para a classificação das proposições dependentes levanta discussões entre os professores [...] Passar daí será nos embrenharmos no intricado labirinto das sutilezas da análise. A análise lógica pode ser de muito préstimo, se a praticarmos como aprendizado da estilística, como meio de conhecermos a fundo os recursos da linguagem e de nos familiarizarmos com todas as suas variedades. (Mario Barreto, em 1916).

MARIO BARRETO – O filólogo brasileiro Mário Castelo Branco Barreto, nasceu no Rio de Janeiro a 17 de março de 1879 e, atropelado por uma bicicleta, faleceu na terra natal, depois de prolongados padecimentos, a 9 de setembro de 1931. Formou-se em Direito, em 1902, possuindo formação filológica, de base românica, tratou com segurança fatos relacionados com o francês, o espanhol e o italiano. Era Catedrático de Português no Colégio Militar, colaborou em vários jornais do Rio e em algumas revistas nacionais, respondendo a questões de linguagem propostas por consulentes de todo o País. Entre as suas obras estão Estudos da Língua Portuguesa (1903), Novos Estudos da Língua Portuguesa (1911), Novíssimos Estudos da Língua Portuguesa (1914), Fatos da Língua Portuguesa (1916), De Gramática e de Linguagem (1922), Através do Dicionário e da Gramática (1927), Últimos Estudos (1944) e Cartas Persas, de Montesquieu (1923). Dele ainda foi publicado o Índice Alfabético e Crítico da Obra de Mário Barreto, pela Fundação Casa de Rui Barbosa em 1981. Veja mais aqui.

FONTES:
BARRETO, Mario. Factos da língua portuguesa. São Paulo: Presença, 1982.
GARCIA, Othon. Comunicação em prosa moderna. Rio de Janeiro: FGV, 2004.
PENHA, João Alves. Filólogos Brasileiros. Franca: Ribeirão Gráfica, 2002.





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