BRINCARTE: 5 ANOS – Já está no blog Brincarte a postagem com
fotos de toda festa de comemoração do aniversário, ocorrido no último dia 24 de
setembro, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, em Maceió. Confira no
Brincarte.
No palco do meu coração
sedento jamais houvera tamanha fascinação, jamais houvera, porque algo mais
infrene se fizera aroma de seiva na noite fria de agosto: a presença
resplendente do seu corpo de mulher.
Ah, jamais houvera tão
irresistível: à meia luz seu jeito maçã desolada, cabeça pendida no ombro da
solidão. Na horagá, a minha chegada de sempre: a captura. E franze o rosto,
cerra as pálpebras, morde os lábios e estremece suplicante a suspirar o
magnetismo do coração que palpita na sintonia que nos impele um ao outro. Nada
a deter e o amor embala na rede dos devaneios quando nos píncaros da sedução se
insinua num écarté para me provocar com requisições de gracejos acariciantes, a
me insultar no entalhe pujante de costas com o pé na barra a dar-me todos os
regalos de um ensaio fotográfico particular, ali exclusivo estourando meus
sentidos.
Ah jamais houvera e nossos
corpos fremem de desejos e já me precipito envolvê-la para o embalo íntimo de
um atittude libidinoso, colados um no outro a inalar o incenso dos nossos laços
de sentimentos transpassados. Mas judia de mim a rodopiar com seu magnetismo.
Rodopia incólume na noite enquanto eu afio os dentes. E rodopia mais o seu
bailado sem fim, até que possessa, de repente, me leva ao nocaute num grand
decárt sobre meu corpo.
Ah, Cinderela exata do meu
tope, Loba certa do meu querer. E eu sou todo delírio nessa festa que jamais
houvera. E na agonia dos quereres imponho poder nas minhas mãos que se acercam
de sua feição, alisam seu rosto, se apossam de sua feitura para arrancá-la ao
beijo, nos enroscando na dança. E aos solavancos murmuramos arrastados pelo
tapete de pétalas no assoalho da pulsação vital, atrás da porta, das cortinas,
esgotando calcinados nosso parque de diversão que traz o repique dos sinos no
júbilo, crepitando a nossa fogueira de ímpeto selvagem nas alturas das suas
nuvens para chover meu amor, na invasão da sua selva com todos os segredos de
entrega e felicidade.
Ah jamais houvera e
ofegantes usufruímos a vida e com ela nossos turbilhões mais que enlouquecidos
derrubam colunas, grilhões, capitéis, pedestais, leis e limites, até alcançar o
podium do grand finale a nos fartar embriagados da sidra dos nossos corpos
desforrados.
Ah, jamais houvera pas de
deux como devaneio do amor na noite fria de agosto, jamais houvera.
MARIANA
MASCHERONI- A bailarina e professora carioca Mariana Mascheroni participou
de importantes repertórios clássicos como Coppélia, Bela Adormecida, Lago Dos
Cisnes, entre outros. Atualmente está cursando o CQID de Ballet Clássico do
Sindicato da Dança do Estado do Rio de Janeiro. Ela também é manequim
profissional formada pela Escola Quartier Latin do Sindicato dos Artistas e
Técnicos em Espetáculos de Diversão do Rio de Janeiro. Veja mais dela no
MySpace e no YouTube. Hoje é o aniversário dela, aqui a nossa homenagem. Confira
mais Musa Tataritaritatá.
HOMEM MATA MULHER E LEVA A ORELHA DELA PARA TOMAR CACHAÇA – O crime ocorreu na madrugada da última quarta-feira, quando vizinhos ouviram discussões e chamaram a polícia. O suspeito ao tentar se evadir, foi capturado e identificado pela Polícia Militar alagoana, como Benedito Gaudêncio do Nascimento, aposentado de 61 anos de idade, que assassinou a esposa a facadas, arrancando uma de suas orelhas ao bolso para tomar um cachaçada. Ele demonstrava sinais de embriaguez e não conseguia explicar o crime, sendo acometido de coma alcoólico. A vítima foi a dona de casa Zenaide de Souza Silva, de 58 anos de idade, que residia na Rua São Francisco, no bairro da Jatiuca, em Maceió. Ela foi encontrada com ferimentos em diversas partes do corpo na cama do casal.
OUTRA DE MACEIÓ: MULHER É ESQUARTEJADA NO BENEDITO BENTES – No último dia 24 de julho, a polícia alagoana registrou no Conjunto Carminha, no Bairro de Benedito Bentes, em Maceió, que uma mulher identificada como Maria de Lurdes Farias de Melo, residente na Quadra N, nº 23, do citado conjunto, foi encontrada completamente esquartejada na principal avenida da localidade. Segundo apurações, ela foi assassinada enquanto dormia, arrancada de sua residência e esquartejada em via pública. A vizinhança chegou a ouvir disparos de arma de fogo que logo chamaram a Polícia Militar que encontrou na avenida de acesso do conjunto ao aterro sanitário, o corpo de uma mulher com membros amputados e, ao seu lado, um revólver municiado. A cabeça da vítima foi encontrada há mais de 20 metros do local onde se encontrava o corpo decepado. Este é o segundo esquartejamento de mulher registrado. Um outro foi registrado no dia 22 de outubro de 2010, quando a doméstica Valderez Nascimento de Sena, de 41 anos de idade, foi brutalmente assassinada depois de ter denunciado tráfico de drogas na região.
Já faz tempo que ouço a ladainha Tanto tempo passou e não melhora Eu não sei por que há tanta demora Pra acabar logo essa picuinha A mulher para mim é ser rainha Ser humano a merecer louvação Vem da mãe que é só adoração Querer-bem que se ama e bem-me-quer Todo homem que maltrata a mulher Não merece jamais qualquer perdão
E veja mais o meu Portfólio Arte Cidadã, mais novidades na Agenda da HomeLAM e os clipes do show Tataritaritatá no YouTube ou baixe todas as músicas gratuitamente na Trama. Aguarde o lançamento dos meus livros infantis “Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas” e “O lobisomem zonzo”, dia 24 de setembro, das 10 às 15hs, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas (ao lado do CEPA), em Maceió - AL.
VERA INDIGNADA NA FLIMAR – Estava eu devidamente personificado de Nitolino e descansando das recreações com contações & cantações de histórias para a garotada presente ao segundo dia da II Flimar, quando de repente, meio dia em ponto, eis que surge mais ousada que nunca e completamente embevecida com a festa toda, a indefectível e indignada Vera.
- Vera, mulher, tu por aqui? -, dei-lhe minha afetiva saudação.
- Apois, num é, menino. E tu, hem? Tais podendo. Esse teu personagem aguça minha pedofilia, me vejo logo feito naquela cena da Marília Pera com o menino do Pixote. Vixe! Já tô de boca cheia e babando pelas intimidades!
- Eita, Vera doida essa!
- Deixe de brincadeira e vamos sumir daqui, menino!
- Peraí, Vera, ainda tenho apresentações pra fazer, só termino lá pelas 5 da tarde, mulher.
A danada fez um muxoxo de poucos amigos e ficou me beliscando como uma potranca raçuda tremendo de cio.
- Ah, está ótima! Melhor que no ano passado. Essa orla da Manguaba ficou ótima, só não está melhor mesmo, porque ainda não deu para molhar o biscoito, mas você promete para mais tarde, né?
- Ficou realmente muito legal essa orla, tudo de muito bom gosto...
Era eu descoversando e sacando a agonia dela. Claro, para quem saiu agora do Big Shit Bôbras, está somente gozando da notoriedade alcançada, vez que virou celebridade regional pela assimetria corporal de deusa exagerada, pelos posicionamentos gasguitos de feminista fêmea e pelas contundentes opiniões a respeito de tudo e de todos.
Não deixando por menos, ela sapecou com a sua peculiar fúria:
- Essa cidade merecia o nome bonito que sempre teve: Madalena, ou melhor, Santa Maria Madalena do Sul. Pra mim bastava Madalena mesmo. Esse negócio de Marechal Deodoro, todo mundo sabe: é coisa de machista cavalo-batizado. Eu sei que o povinho daqui, em sua grande maioria, é cristão e odeia Madalena. Sou da trupe do Dan Brown e simpática daqueles guardiões do Santo Graal. Isso explica tudo. Se esse povo soubesse a história da Proclamação da República, saberia logo a tramóia toda que a gente vive e logo veriam que esse marechal bostão não merece nem um peido sequer duma cidade linda como esta. Falei tá falado.
- Eita, Vera doida da gota!!!
E veja mais o meu Portfólio Arte Cidadã, mais novidades na Agenda da HomeLAM e os clipes do show Tataritaritatá no YouTube ou baixe todas as músicas gratuitamente na Trama. Aguarde o lançamento dos meus livros infantis “Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas” e “O lobisomem zonzo”, em setembro.
FECAMEPA – O Fecamepa com toda invocação de cara amarrada bota o dedo na ferida com uma pequeníssima indagação:
- Ah, tá! Não tem dinheiro pra saúde, educação, segurança... trocando em miúdos: não existe recursos para cumprir do art. 1º ao 6º da Constituição Federal!!! Então pergunto: pra que tanta lei, meu deus, se apesar da compulsoriedade nenhumazinha jamais será cumprida????
Desde que nasci que a ladainha é a mesma: não tem recursos pra nada que seja em defesa da dignidade da pessoa humana brasileira. E a corrupção? E a improbidade? E a malversação com o erário público? Quantos milhões de reais são desviados nos escândalos? (E nas escondidas, também. Imagine agora, neste exato momento, quantas atitudes escusas estão sendo praticadas nos gabinetes da Administração Pública brasileira em todos os níveis e esferas. Dá pra imaginar? Kabum!). Ah, então vou de Libelo, meu!
CORRUPÇÃO – Para as Nações Unidas a corrupção é um complexo fenômeno social, político e econômico que afeta todos os países do planeta. Sim, digo eu, todo mundo, porém no Brasil a coisa é mais aguda, trágica, avassaladora. Chega-se ao cúmulo de se dizer que aqui toda a sociedade é corrupta e, por conseqüência, corrompe a todos. Vixe! Realmente, e o pior é que o corruptor e o corrompido brincam de mudar de faces no mesmo lado da moeda. Quem é quem? Vôte. Desde a propinazinha mixuruca para se livrar de uma bronca de somenos importância, do molha-mão para as facilidades, passando pelo jeitinho de furar-fila, até as afanações mais escabrosas de licitações de compadrio com superfaturamento, de cair por cima de merenda escolar, remédios dos postos de saúde e apropriações indébitas oriundas dos desvios das verbas públicas para as mais escusas das práticas de gestor público, a coisa pipoca na repimboca da parafuseta e faz deste país do Fecamepa o verdadeiro reino dos Fabos.
Vamos desmisturar essa coisa muito misturada: quer dizer, não tem dinheiro para atender às garantias fundamentais da pessoa humana brasileira, mas a farra na girândola da corrupção com a gestão pública, essa pipoca todo dia em escândalos que a gente não sabe nem como findou e nem pra onde foi o dinheiro afanado. Eita, Brasilzão véio, arrevirado e de porteira escancarada!!!! Por acaso você conhece o Museu da Corrupção? Já conhece o Mapa de Riscos da Corrupção da TransparênciaBrasil? Conhece o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE)? Já deu uma espiadinha no Observatório da Corrupção da OAB? E da Articulação Brasileira contra a Corrupção e Impunidade (Abracci)? E o Grito Cidadão da Associação Brasileira de Defesa do Indivíduo e da Cidadania (ABDIC)? Não? Vamos aprumar a conversa e tataritaritatá!!!!
CLÁUSULA DA RESERVA DO POSSÍVEL – Como no Brasil o primeiro a não cumprir a sua parte é o Estado, as autoridades brasileiras de todos os níveis e esferas dos 3 Poderes, alegam com a cara mais lisa que não cumprem a sua parte por causa da Teoria da Reserva do Possível. Que droga é nove? É o seguinte: não posso atender as previsões constitucionais que estão elencadas do art. 1º ao 6º que incluem as garantias fundamentais que estão assentadas no princípio da dignidade humana, porque não tem dinheiro, não há recursos, sifu. Xeque-mate! Pronto.
Ai a gente fica espiando pela brecha o seguinte: o Legislativo fabrica uma tuia de lei para tapiar a gente, o Executivo vira as costas e o Judiciário garante: não há recursos, tome Cláusula da Reserva do Possível. Aí, lascou.
Encontrei, então, alguns argumentos interessantes a esse respeito. O primeiro deles, do advogado Fernando Borges Mânica: “[...] a aplicação da teoria da reserva do possível implica reconhecer, de um lado, a inexistência de supremacia absoluta dos direitos fundamentais em toda e qualquer situação; de outro, a inexistência da supremacia absoluta do princípio da competência orçamentária do legislador e da competência administrativa (discricionária) do Executivo como óbices à efetivação dos direitos sociais fundamentais. Isso significa que a inexistência efetiva de recursos e ausência de previsão orçamentária são elementos não absolutos a serem levados em conta no processo de ponderação por meio do qual a decisão judicial deve tomar forma. [...] Diante da escassez de recursos e da multiplicidade de necessidades sociais, cabe ao Estado efetuar escolhas, estabelecendo critérios e prioridades. Tais escolhas consistem na definição de políticas públicas, cuja implementação depende de previsão e execução orçamentária. As escolhas realizadas pelo Estado devem ser pautadas pela Constituição Federal, documento que estabelece os objetivos fundamentais que deverão ser satisfeitos pela autoridade estatal. A vinculação dos gastos públicos aos objetivos constitucionais é lógica.Há que se abandonar posições extremadas acerca da possibilidade de intervenção do Poder Judiciário na implementação de políticas públicas. Há hipóteses em que tal intervenção é descabida, em face do princípio da separação de poderes, da legalidade orçamentária e da discricionariedade administrativa; há hipóteses em que a intervenção é possível, mediante determinação de que seja prevista determinada despesa na lei orçamentária do ano subseqüente; e há hipóteses em que é possível, e necessária, a intervenção direta do Poder Judiciário no orçamento, inclusive mediante seqüestro de recursos públicos”.
Também Silvana Taques deu sua opinião: “A Constituição Federal de 1988 postulou vários direitos para os indivíduos, primando pela construção de uma sociedade igualitária e com justiça social. Dentre estes direitos, destacam-se os direitos fundamentais que são direitos imprescindíveis ao ser humano e os direitos sociais, que representam prestações positivas a ser objetivadas pelo Estado, visando o bem comum de toda a coletividade. Todavia, estes direitos de grande relevo para o sistema jurídico, como também para a construção de uma sociedade mais digna e humana, ainda carecem de eficácia, sendo que muitos ainda não são cumpridos e/ou garantidos pelo Estado. Em face a esta realidade, incorpora-se no direito brasileiro, através de direito alienígena, a reserva do possível, apregoando que os direitos prestacionais possuem uma limitação material, ou seja, só podem ser concretizados se houver verbas orçamentárias para estes fins. Nesta senda, percebeu-se, nas jurisprudências, que a reserva do possível é um limitador das promessas constitucionais e constituindo-se em obstáculo para a efetivação dos direitos fundamentais e, por conseqüência, da concretização da dignidade da pessoa humana”.
E, para finalizar, melhor expuseram Rafael Sérgio Lima de Oliveira e Mario Lucio Garcez Calil ao expressarem: “[...] deve a reserva do possível, assim como os conceitos a ela inerentes, passar por um processo de adaptação ao direito pátrio para que se torne instrumento de preservação do erário em prol do cidadão, não em seu desfavor”.
E digo: não é blábláblá de juridiquês, de jeito nenhum. Se falta dinheiro para fazer o que bem deveria e sobra para a corrupção da Administração Pública em todo território brasileiro, fica, então, por conclusão que os sabidos mandam ver na tapiação e afanagem e nós, do outro lado, parece mais que ficamos no: e é, é? Ué, vamos aprumar a conversa & tataritaritatá.
E veja mais o meu Portfólio Arte Cidadã, mais novidades na Agenda da HomeLAM e os clipes do show Tataritaritatá no YouTube ou baixe todas as músicas gratuitamente na Trama. Aguarde o lançamento dos meus livros infantis “Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas” e “O lobisomem zonzo”, em setembro.
TRE: FALTA DE RESPEITO – No Brasil quem primeiro esculhamba tudo é o Estado: faça o que eu digo, não faça o que eu faço. Você já viu a fila do recadastramento biométrico? Só é bom pros fura-fila achegados dos juízes, dos funcionários do cartório eleitoral e dos vigilantes que escolhem (depois de um molha-mão) quem vai ser primeiro atendido na fila! Minha nossa, viva o país dos fabos!!!!
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