sexta-feira, outubro 28, 2011

EDUCAÇÃO ESPECIAL, INCLUSÃO & BIENAL DO LIVRO DE ALAGOAS.

INCLUSÃO & EDUCAÇÃO ESPECIAL - A Educação Especial é uma modalidade de ensino, transversal ao ensino básico, que garante a crianças e jovens com necessidades especiais de aprendizagem o direito constitucional de ingressar no sistema educacional de ensino, desde a educação infantil até o ensino médio. Isto, portanto, está previsto no art. 58 da LDB, envolvendo educandos com necessidades especiais e que possuam necessidades incomuns, diferentes dos outros alunos. Tudo atinente às aprendizagens curriculares compatíveis com suas idades, assegurando a essa clientela nos sistemas de ensino, conforme previsto no art. 59, currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos para atender às suas necessidades; além de  terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados; professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacidades para a integração desses educandos nas classes comuns; educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou psicomotora; e acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular (Brasil, 1999; Carneiro, 1998). Os alunos desta modalidade educacional estão distribuídos entre os portadores de deficiência mental, física, auditiva, visual, múltipla; os portadores de condutas típicas, portadores de síndromes e quadros psicológicos, neurológicos ou psiquiátricos com repercussão sobre o desenvolvimento e comprometimento no relacionamento social; as crianças de alto risco que possuem o desenvolvimento fragilizado em decorrência de fatores como gestação inadequada, alimentação imprópria ou nascimento prematuro; e os portadores de altas habilidades, crianças que exibem elevada potencialidade na capacidade intelectual geral, criativa e produtiva, além de um talento especial para as artes (Brasil, 1999: Carneiro, 1998). Carneiro (1998:41) ressalta que "(...) estas crianças têm direito a um atendimento educacional especializado. Preferencialmente, devem ter o seu espaço de aprendizagem em classes normais, ao lado das demais crianças, evitando-se desta forma, qualquer modalidade de segregação". Objetiva-se, então, a inclusão destes alunos, e no dizer de Godoy (2000:119): Evidencia-se o papel da escola comum do ensino regular em todos os seus níveis e etapas no sentido de acolher a diversidade dos alunos, de realizar uma avaliação de próprio processo educativo, de definir sua responsabilidade no estabelecimento de relações que possibilitem a criação de espaços inclusivos Isto quer dizer que o objetivo geral da educação volta-se para a formação e capacitação do educando em três aspectos entendidos como o individual (de auto-realização); individual e social (qualificação para o trabalho) e social (preparo de uma cidadania consciente) (Godoy, 2000). Há mais de dez anos, o princípio da inclusão escolar de alunos com necessidades educacionais especiais é uma preocupação dos educadores comprometidos com qualidade da educação e desenvolvimento humano. E o professor tem assumido o compromisso pedagógico de participar do processo de  inclusão social através do desenvolvimento de atividades educativas que possibilitem o preparo desses estudantes para vida e para o trabalho. Neste sentido, alerta Santos (1997:6) que "(...) é  preciso fazer com que os preceitos constitucionais - que garantem o direito à educação ao educando com deficiência, preferencialmente, na rede regular de ensino, da forma mais integrada possível - saiam do papel e ocupem o cotidiano de nossas escolas". Nessa perspectiva, a inclusão escolar dos alunos com necessidades educacionais especiais torna-se parte do princípio maior da educação: a inclusão social por meio de uma escola pública de qualidade para todos. É conveniente observar preliminarmente que a inclusão tem sido o desafio daqueles que priorizam a qualidade do ensino regular com a aprendizagem no centro das atividades e a meta no sucesso dos alunos, proporcionando-lhes o pleno exercício da cidadania, conforme preceitua a LDB 9.394/96. Sendo a inclusão mais do que acomodar uma criança ou adolescente dentro de uma sala de aula, onde tudo ao seu redor é novo e antes a excluíra, é imprescindível uma reforma considerável da escola que será seu novo ambiente, principalmente dos profissionais que irão trabalhar com esses alunos. Desses profissionais, o educador é o que irá exercer um papel primordial, pois é ele que estará presente em todos os momentos dessa implantação. Os professores encontram-se, portanto, diante de uma situação inovadora, onde a inclusão de alunos portadores de necessidades especiais, mas sem nenhum preparo necessário para um bom desempenho, criando um desafio como o de atendê-los e de transmitir os conhecimentos adquiridos durante sua caminhada, colocando-os em condição de igualdade com os demais, desenvolvendo sentimentos de respeito às diferenças e beneficiando a todos os alunos. Desta forma, observa Mazzotta (2000:26) que: (...) sendo um espaço público de capital importância na construção da cidadania para cumprir esse papel, a escola tem de ser organizada de modo a atender a diversidade dos educandos, configurando-se como uma instituição social aberta e destinada a todos, com sentido integrador e inclusivo. O fundamental, pois, é que a escola se firme como espaço privilegiado das relações sociais para todos, não ignorando, portanto, aqueles que apresentem necessidades educacionais especiais. Tal compromisso implica absorção de mudanças nos papéis desempenhados pelos membros da organização escolar, no sentido de criticamente articular o estudante à aprendizagem e à vida participativa na sociedade e no seu meio, através do reconhecimento da diversidade dos talentos humanos e a valorização do trabalho de cada pessoa, compartilhando o saber e proporcionando um processo emancipatório de cidadania. Apreende-se daí o que observa Godoy (2000:118): Educação inclusiva é a transformação do sistema educacional, proporcionando o atendimento diferenciado para cada indivíduo: educação para todos. Exige igualdade de oportunidades educacionais, que é a possibilidade de oferecer a cada indivíduo meios de desenvolver o máximo de suas potencialidades de acordo com o seu ritmo de aprendizagem. A inclusão educacional é a garantia do acesso imediato e contínuo do aluno com deficiência ao espaço educacional e escolar comum, independentemente do tipo de deficiência e do grau de comprometimento, para que possam se desenvolver social e intelectualmente junto às crianças da classe comum. A escola inclusiva aceita todas as diferenças e se adapta à variedade humana, criando ambiente propício ao desenvolvimento das potencialidades individuais. Neste sentido é que se tem buscado viabilizar novas alternativas para melhoria do ensino, de se apresentar esforços mais contundentes no atual cenário de competitividade e competência para a clientela heterogênea que participa da sala de aula, inclusive, com a inserção de alunos com déficits temporários ou permanentes, garantindo o direito ao acesso de todos à educação. No que diz respeito à atuação com os alunos surdos, necessário se faz que os professores possam trabalhar com estes sentindo-se confiantes para acompanhar as evoluções, tomando em consideração as necessidades e exigências da sociedade competitiva na construção deste ser cidadão, o surdo. Pretende-se efetuar a formação deste profissional, rompendo-se com os modelos padrões do sistema educacional, o que acontecerá com a conscientização dos professores atuantes no processo inclusivo dos surdos, iniciando-se uma transformação social para obter as mudanças desejadas. Neste caso, é essencial que sejam criadas condições para que os professores se sintam indivíduos participante e contribuidores dessa transformação social, fortalecendo sua auto-estima e proporcionando condições mínimas necessárias para que as reformas educacionais dos surdos se tornem realidade. É necessário mencionar que trabalhar esta heterogeneidade requer capacitação e qualificação conveniente para garantir uma escolarização de qualidade aos alunos que, em decorrência de deficiências físicas, sensoriais ou mentais, necessitem de respostas educativas especiais da escola. E, à proporção que o docente esteja se capacitando, se renovando, encontrando a necessidade de mudar a forma de trabalho, melhora-se o nível de conhecimento dos profissionais, que se manterão bem informados e preparados para lidar com os alunos surdos. Daí, por que é importante a formação continuada. Veja mais a respeito aqui, aqui, aqui e aqui.
REFERÊNCIAS
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SASSAKI, Romeu Kazumi. Educação para o trabalho e a proposta inclusiva. In: Educação especial: tendências atuais. Brasília: MEC/SEED, 1999


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TATARITARITATÁ NA BIENAL DO LIVRO DE ALAGOAS – Hoje o estande da Secult/Biblioteca Pública foi bastante movimentado na programação da V Bienal Internacional do Livro de Alagoas. Grandes escritores estiveram reunidos:


V BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE ALAGOAS: 28 OUT 2011 - O poeta e professor universitário Luciano José 


A escritora Marijôse Albuquerque Costa


O artista circense Ronaldo Freire


A escritora Marluce Maria Costa Salvador de Oliveira


A escritora Maria de Lourdes do Nascimento


 O show do Demis Santana


Muitas atrações e visitantes




ESTANDE DA SECULT/BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO – Estarei todos os dias até o dia 30 no estande da Secult/Biblioteca Pública do Estado, com exposição de todos os meus livros infantis, DVD e folheto de cordel, além da distribuição gratuita do zine Tataritaritatá. Espero você por lá. Veja mais desse evento no Brincarte.

HERMILO, JESSIE BOUCHERETT, LUIZ BERTO, PINTANDO NA PRAÇA & SERRA DO QUATI – CAPOEIRAS

SERRA DO QUATI, CAPOEIRAS - Imagem: Serra do Quati/Capoeiras/Raimundo Lourenço. - Nasci na beira do Una, andejo do dia singrando na vida. ...