sábado, setembro 10, 2011

FEMINISMO NO BRASIL




O FEMINISMO NO BRASIL - Foi na década de 60 que, segundo Saffioti (1987), começaram a aparecer estudos, chamando a atenção para as injustiças sociais que são vítimas as mulheres. É exatamente em 1960, que surge a Liga Feminina do Estado da Guanabara. E, por isso, a partir dos anos 60, segundo Bauer (2001), deu-se a ampliação vertiginosa de matriculas femininas nas universidades, denunciando a queda de um reduto tradicional do patriarcado brasileiro:  no mercado de trabalho, não apenas se ampliava a presença feminina como também aumentava sua participação em áreas não-convencionais dos diferentes setores da produção. Com a edição da Lei 4121/62, são apresentadas as normas acerca da condição de mãe, esposa e da incapacidade relativa da mulher que foram retiradas do Código Civil, conquistando o direito ao trabalho e da guarda dos filhos. Em 1963, deu-se o Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora, onde defendia salário igual para trabalho igual, da aplicação efetiva das leis sociais e trabalhistas a favor da mulher. Durante o inicio dos anos 60, no dizer de Teles (2003), a mulher também participou de movimentos de direita na luta contra a ameaça comunista, com princípios religiosos e manipuladas pela direita, criando a Campanha da Mulher pela Democracia (CAMDE), em 1962. Quando os militares assumiram o poder, a mulher foi relegada a plano secundário. Com o golpe de 1964, desapareceram todas as associações femininas, voltando apenas a tomar impulso em 1975, com o Ano Internacional da Mulher. Na segunda metade da década de 60, segundo Saffioti (1987) começaram a surgir os movimentos feministas que, cada um a seu modo, passaram a lutar pela igualdade nas relações de gênero. Na França, segundo Teles (2003), acontecia em 1968 a revolução cultural-sexual. No Brasil, com os assassinatos da repressão, surgiu a União Brasileira de Mães, no Rio de Janeiro, com passeatas para impedir a violência. Depois as mulheres se incorporaram nas organizações de esquerda, nos campos e nas cidades. Segundo Teles (2003), participaram da luta armada de 1969 até 1974, sofrendo discriminação de seus próprios companheiros e  foram torturadas. As de direita eram usadas nas emboscadas, eles não confiavam na capacidade das mulheres de exercer a violência até as últimas conseqüências. A participação da mulher na luta armada, conforme Teles (2003), teve um caráter ambíguo, devido à misoginia existente também no meio da esquerda e à impossibilidade de as mulheres formularem naquele momento suas reivindicações específicas No final da década de 60, segundo Buaer (2001), surgiu com ímpeto o movimento feminista que teve seu auge entre 1970 e 1980 e iniciou um retrocesso a partir de então. E, segundo Toledo (2008), é quando ocorre o segundo movimento pela emancipação da mulher, isso foi no final dos anos 60 e inicio dos 70, com os movimentos feministas que visavam basicamente a liberação sexual. A partir da década de 70, é registrado por Teles (2003) que as mulheres da periferia de São Paulo criam o Movimento do Custo de Vida, dirigido pelas mulheres das periferias e pela Igreja. Depois mudou de nome para Movimento contra a Carestia. Foi neste momento que, para Teles e Melo (2001): [...] As feministas foram às ruas manifestar-se contra a dominação masculina e suas conseqüências. Foi um estimulo para as mulheres espancadas mostrarem seus hematomas e o rosto marcado pela violência de gênero. Foram denunciados os assassinatos de mulheres e a absolvição dos culpados sob a alegação de legitima defesa da honra, mantendo-se, contudo, a impunidade. Neste sentido, registra Teles (2003) que as feministas propiciaram também às trabalhadoras em geral falar de si mesmas e refletir sobre sua vida e trabalho. A trabalhadora rural passa a denunciar sua condição de trabalho sem nenhuma cobertura da legislação brasileira. A mulher do trabalho rural, segundo Moraes (2002, p. 34): [...] além de terem mais filhos e filhas, as mulheres da zona rural são mães mais cedo porque também tem menos acesso á informação; porque vivem em muitas regiões onde controlar a natalidade não é uma prática sequer imaginada; porque os níveis de pobreza em que elas vivem não se comparam aos níveis de pobreza dos centros urbanos, sem contar que os dados desse caso são irrisórios se comparados ao numero total de mães das zonas rurais versus mães que vivem em zonas rurais gozando do beneficio previdenciário. Nesta mesma linha Saffioti (1987, p. 49) expressa que nas zonas rurais, é freqüente encontrarem-se trabalhadoras cujas carteiras de trabalho ficam com o patrão: [...]. Elas não são assinadas. Ficam nas mãos do patrão para assinatura, o que ocorre apenas se aparecer fiscalização. Como esta é omissa ou se vende, a maioria esmagadora das carteiras de trabalho nunca é assina. A legislação que rege o trabalho rural discrimina a mulher numa medida muito mais profunda do que a legislação urbana. Este fato é reiterado por Teles (2003) ao mencionar que muitas mulheres do trabalho rural não têm suas carteiras profissionais assinadas pelos patrões, o que as impede de usufruir de direitos trabalhistas. Com isso, conforme Toledo (2008), as mulheres passaram a atuar no movimento sindical, criando comissões específicas para tratar da questão. Com um trabalho assíduo e combativo, desnudaram os conflitos entre os sexos junto aos trabalhadores. Por resultado, as feministas que se tornaram profissionais de saúde, e vice-versa, são as primeiras a ocupar os espaços da administração pública, trazendo para o movimento as experiências de lidar com o completo emaranhado do aparato do Estado. E são as feministas que cobram a grande dívida social e econômica que tem o patriarcado perante a humanidade, em vista das injustiças milenares cometidas sob sua autoridade. É quando mais tarde, algumas feministas, ao encaminharem a proposta de criação dos conselhos, órgãos específicos para tratar das políticas públicas voltadas às mulheres, conquistaram um espaço de articulação dentro do aparelho do Estado. É a partir de meados da década de 70 que, segundo Bauer (2001), os primeiros movimentos organizados de mulheres cresciam e se espalhavam por todo país e as teorias de Simone de Beauvoir e de Betty Friedan eram amplamente debatidos nos diversos espaços sociais, da universidade à fabrica de sutiãs, passando pelos sindicatos e pelos partidos políticos. Foi a partir do Ano Internacional da Mulher, em 1975, que, segundo Saffioti (1987), que um número crescente de cientistas, em geral mulheres, passou a dedicar-se ao estudo da condição feminina. Para Teles (2003), a instituição do ano de 1975 como Ano Internacional da Mulher, promovida pela ONU, foi um pretexto suficientemente forte para desencadear a manifestação das idéias feministas e a ação das mulheres. Foi quando se deu o manifesto da Mulher Brasileira, em favor da anistia. Daí surge o Movimento Feminino pela anistia, contando com o apoio da ONU, as manifestações das mulheres aumentaram, possibilitando o I Encontro de Mulheres do Rio de Janeiro. Em São Paulo, aconteceu o Encontro para o Diagnóstico da Mulher Paulista, patrocinado pelo Centro de Informação da ONU e pela Cúria Metropolitana, nascendo por conseqüência o Centro de Desenvolvimento da Mulher Brasileira. Neste mesmo ano, surge o jornal Brasil Mulher, quando toma força as campanhas do feminismo e à defesa da anistia a todos os presos e perseguidos políticos. O Jornal começa em Londrina, no Paraná e se transfere para São, até 1979. Em 1976 surge uma outra publicação, o jornal Nós Mulheres. É quando se dá em 1977, o I Encontro da Mulher que Trabalha, promoção do Centro da Mulher Brasileira, no Rio de Janeiro. Neste ano o governo aboliu a proibição do trabalho noturno par as mulheres. Surge então a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Mulher, impedindo a mulher trabalhadora de participar. A partir daí vieram as greves de 1978 com participação das mulheres. Dá-se, neste mesmo ano, o Congresso da Mulher Metalúrgica, promovido pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. No ano seguinte é realizado o I Congresso da Mulher Paulista, que criou o Movimento de Luta por Creche, debatendo o papel da mulher e da família. Este movimento, segundo Saffioti (1987, p. 87), conseguiu congregar milhares de mulheres: [...] não apenas aquelas que tinham filhos em idade pré-escolar e, portanto, potenciais usuárias deste equipamento de uso coletivo, como aquelas, que, podendo pagar empregadas ou pré-escolas para os filhos, compreenderam as enormes dificuldades das menos privilegiadas. É neste contexto que, segundo Toledo (2008), dá-se o terceiro movimento pela emancipação da mulher, de caráter sobretudo sindical e protagonizada principalmente pela mulher trabalhadora latino-americana. Assinala Soihet (2010) que embora as discussões sobre as questões de gênero se iniciassem a partir da década de 1970, só mais tarde difundiram-se no Brasil, especialmente no que tange à história. É o que expressa Teles (2003) ao mencionar que o movimento feminista brasileiro começou a colocar em destaque a questão da violência contra a mulher em 1980, mais precisamente no II Congresso da Mulher Paulista. É em 1981, que surge o Mulherio, organizado por feministas, em São Paulo. Durou até 1987. Em 1983, surge o Conselho Estadual da Condição Feminina, em São Paulo. Em 1984 o governo brasileiro, através do Ministério da Saúde, propõe o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM) que só atendia de 15 a 49 anos, depois ampliando a todas as mulheres. Às barreiras de natureza ideológica, assinala Teles (2003) que soma-se a ausência de infra-estrutura: falta de consultórios ginecológicos devidamente equipados, de diafragma e outros métodos contraceptivos, de maternidades e hospitais. Em 1985, o governo federal criou o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, que se tornou um instrumento de mobilização das mulheres por suas reivindicações. É neste período que, segundo Bauer (2001) se dão a criação dos primeiros Conselhos de Defesa dos Direitos da Mulher, seu ingresso nas Forças Armadas e em outros redutos masculinos tradicionais, como a Academia Brasileira de Letras e o Poder Judiciário, além de uma atuação marcante nos debates em torno da redemocratização do país, traduziram-se em exemplos eloqüentes desses novos tempos. Esses exemplos mostram que a participação efetiva da mulher no processo de desenvolvimento é no Brasil contemporâneo um fato inequívoco e irreversível na sociedade brasileira. Para Bauer (2001), a mulher não é mais, como no passado distante e mesmo recente, figura marginal do acontecer político, econômico e cultural, uma vez que parte para a luta para firmar seu espaço na sociedade, em igualdade de condições com os homens, tendo como projeto de conquista da plena cidadania e reconhecimento de sua importância indelével na construção da civilização brasileira. Neste cenário, explicita Teles (2003, p. 131) que: A mulher se mantinha até então calada frente à violência domestica. No Brasil, fazia-se crer que somente os homens negros e pobres espancavam as mulheres, devido ao alcoolismo ou à extrema pobreza. Ou quando rico, era admitido em defesa da honra. [...] No decorrer dessa luta, evidenciou-se não só a violência praticada contra a mulher, como a conivência da sociedade e das autoridades constituídas, policiais e judiciárias, em relação a esse tipo de crime. Este movimento, segundo Saffioti (2004) não significa que as feministas não deixaram de ser femininas, nem são mal amadas, feias e invejosas do poder masculino. Argumenta a autora que as feministas são seres humanos sem consciência dominada, que lutam sem cessar pela igualdade social entre homens e mulheres, entre brancos e negros, entre ricos e pobres e preparam as pautas para elaboração do Encontro Nacional da Mulher pela Constituinte. Por fim, foi na década de 80, com a promulgação da Constituição Federal, baseada no Estado Democrático de Direito, a partir do princípio da dignidade humana e do exercício da cidadania, possibilitando a igualdade de direitos entre homens e mulheres, passando a mulher a ser tutelada constitucionalmente como sujeito de direitos. Os direitos da mulher, conforme Cavalcanti (2010), estão consagrados na Constituição Federal vigente e nas convenções internacionais. Estes direitos, no Brasil, foram negados por décadas, preteridos por razões baseadas na sua condição de inferioridade e de negação de sua cidadania. É quando se dá, conforme Teles (2003), o Movimento das Mulheres que significa ações organizadas de grupos que reivindicam direitos ou melhores condições de vida e trabalho. Com isso, observa-se que na década de 80, segundo Soihet (2010, p. 77), ocorreram as manifestações informais em que “[...] se expressavam as diversas formas de atuação e intervenção femininas, com abordagens que resultavam do vulto assumido pela história social e, posteriormente, pela história cultural”. Na década de 90, segundo Toledo (2008), ocorrem as transformações advindas das revoluções nos países do Leste europeu. A Convenção de Belém do Pará, realizada no Brasil em 9 de junho de 1994, ratificou e ampliou a Declaração e o Programa de Ação da Conferência Mundial de Direitos Humanos, realizada em Viena, em 1993, e foi ratificada pelo Brasil em 27 de novembro de 1995. Esta convenção, conforme Oliveira (2010, p. 1): [...] resulta da peleja do feminismo mundial para visibilizar a violência contra a mulher e exigir dos Estados-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) ações preventivas e punitivas para coibir a violência de gênero, entendida como toda e qualquer ação ou conduta, baseada no gênero, que cause morte, dano físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto no âmbito público como no privado. Nesta convenção fica definida a violência contra mulher em nível regional, disciplinando sua tipologia e declarando, conforme Cavalcanti (2010, p. 97), a violência contra mulher como “[...] grave violência dos direitos humanos fundamentais e ofensa à dignidade humana”. Hoje, no dizer de Soihet (2010, p. 87): Divergência de posições, debates, controvérsias, este é o quadro hoje da história das mulheres; quadro que se afigura dos mais promissores e que coincide com a diversidade de correntes presentes na historiografia atual. Diversidade que se manifesta na existência de vertentes que enxergam a teoria como ferramenta indispensável à construção do conhecimento histórico sobre as mulheres, até as que relativizam a sua presença, em nome do caráter fluido, ambíguo, do tema em foco: as mulheres como seres sociais. As lutas das mulheres prosseguem, portanto, rumo a conquista de seus direitos e a efetividade das políticas públicas de defesa dos seus direitos e no combate à violência. Veja mais aqui.
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Imagem: Nitolino com as crianças na II Flimar. Foto: Olívia de Cássia/Tribuna Hoje.


VERA INDIGNADA NA FLIMAR – Estava eu devidamente personificado de Nitolino e descansando das recreações com contações & cantações de histórias para a garotada presente ao segundo dia da II Flimar, quando de repente, meio dia em ponto, eis que surge mais ousada que nunca e completamente embevecida com a festa toda, a indefectível e indignada Vera.

- Vera, mulher, tu por aqui? -, dei-lhe minha afetiva saudação.

- Apois, num é, menino. E tu, hem? Tais podendo. Esse teu personagem aguça minha pedofilia, me vejo logo feito naquela cena da Marília Pera com o menino do Pixote. Vixe! Já tô de boca cheia e babando pelas intimidades!

- Eita, Vera doida essa!

- Deixe de brincadeira e vamos sumir daqui, menino!

- Peraí, Vera, ainda tenho apresentações pra fazer, só termino lá pelas 5 da tarde, mulher.

A danada fez um muxoxo de poucos amigos e ficou me beliscando como uma potranca raçuda tremendo de cio.

- E aí, mulher, o que estás achando da II Flimar?

- Ah, está ótima! Melhor que no ano passado. Essa orla da Manguaba ficou ótima, só não está melhor mesmo, porque ainda não deu para molhar o biscoito, mas você promete para mais tarde, né?

- Ficou realmente muito legal essa orla, tudo de muito bom gosto...

Era eu descoversando e sacando a agonia dela. Claro, para quem saiu agora do Big Shit Bôbras, está somente gozando da notoriedade alcançada, vez que virou celebridade regional pela assimetria corporal de deusa exagerada, pelos posicionamentos gasguitos de feminista fêmea e pelas contundentes opiniões a respeito de tudo e de todos.

Não deixando por menos, ela sapecou com a sua peculiar fúria:

- Essa cidade merecia o nome bonito que sempre teve: Madalena, ou melhor, Santa Maria Madalena do Sul. Pra mim bastava Madalena mesmo. Esse negócio de Marechal Deodoro, todo mundo sabe: é coisa de machista cavalo-batizado. Eu sei que o povinho daqui, em sua grande maioria, é cristão e odeia Madalena. Sou da trupe do Dan Brown e simpática daqueles guardiões do Santo Graal. Isso explica tudo. Se esse povo soubesse a história da Proclamação da República, saberia logo a tramóia toda que a gente vive e logo veriam que esse marechal bostão não merece nem um peido sequer duma cidade linda como esta. Falei tá falado.

- Eita, Vera doida da gota!!!






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