Sexta-feira, Janeiro 29, 2010

MUSA TATARITARITATÁ: SIMONE HAYASHI



SIMONE HAYASHI – Sy, Sissi ou Simone Hayashi é uma senhora santista muito bela e encantadora que mora há 15 anos no Japão. Ela cursou Nutrição e trabalha colocando preços em comidas que vão para um grande supermercado nipônico.



LAM - Quais as influências familiares e do lugar que você nasceu que mais contribuiram para a sua formação? O que mais marcou na sua vida da sua cidade natal?

SIMONE - Sou neta de japonês, No Brasil ,Santos só me divertiam nao pensava muito em formacão...

LAM - O que contribuiu para sua definição profissional?

SIMONE - Nem tive tempo, parei para vir para cá e daqui não saio mais...



LAM - O que levou você a residir no Japão?

SIMONE - Minha irmã queria separação do marido e ele se julgava a dar e disse que falaria para o juiz que minha irmã se separou de casa, mas não de cama. Ai viemos para cá para ficar só um ano. Ela ficou e eu conheci meu marido com 3 meses e não voltei... só voltei depois de 2 anos e fiquei 2 meses no Brasil, voltei e casei.

LAM - Como você vê a situação de brasileiros no Japão?

SIMONE - Normal para os que não perderam o emprego.



LAM - Como você avalia a vida e a tradição japonesa?

SIMONE - Bem diferente do nosso pais,tanto economia como tradicão.

LAM - Que diferenças pontuais você nomeia distinguindo o Brasil do Japão?

SIMONE – Ladrão no governo aqui tambem tem, mas tentam distribuir o que você paga para o governo...



LAM - Como o Brasil é visto pelos japoneses?

SIMONE - De varias formas ,para cada cidade, tem uns que moram no interior que pensam que Brasil e só Amazonia. Outros já não, mas acho que todos pensam que brasileiro é um povo alegre que os brasileiros são como o Carnaval...

LAM - Qual a sua impressão sobre o Brasil de hoje e quais as suas perspectivas quanto ao futuro do Brasil?. Você tem esperança de que o Brasil possa dar certo, ou não tem mais jeito?

SIMONE - Sei lá, sou meia lerda com política,mas acredito que o Brasil tem jeito sim e uma grande potencia ,ainda aparecerá alguem que saberá lidar com isso...



LAM - Como a arte brasileira (música, teatro, literatura, etc) é recebida pelos japoneses? Quais artistas brasileiros brilham no Japão?

SIMONE - Japones ama Bossa nova e para os brasileiros que moram aqui já vieram fazer show alguns cantores populares...

LAM - Quais os projetos que você tem por perspectiva realizar na sua vida?

SIMONE - Minha vida tá tranquila, penso nos meus filhos ,criar eles aqui e bem melhor acho que aqui se tem mais expectativa para futuro...



Confira mais:
MUSA TATARITARITATÁ, clipes da Crônica de amor por ela, Nitolino & a arte de Luiz Alberto Machado no YouTube ,
Big Shit Bôbras , O sol nasce para todos, e As previsões do Doro para 2010

E mais:
NITOLINO NO REINO ENCANTADO DE TODAS AS COISAS
EVENTOS COM PARTICIPAÇÕES DE LUIZ ALBERTO MACHADO
BRINCARTE KIT LIVROS-CDS e BRINCARTE KIT FESTA
FREVO PELA CIDADANIA NA ESCOLA
PALESTRA: CIDADANIA & MEIO AMBIENTE
CURSO: FAÇA SEU TCC SEM TRAUMAS
ARTIGOS & PESQUISA
e
Luiz Alberto Machado no DOMINGÃO DO FAUSTÃO.
PS: já está disponível para download de todas as edições do Tataritaritatá na Rádio Difusora de Alagoas no seu computador

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Carta Carnaval e Ato Público pela Valorização da Cultura Popular em Alagoas

Carta Carnaval

Nós, alagoanos da cidade de Maceió, viemos a público reivindicar dos poderes, estadual e municipal, a maior atenção ao Carnaval de Rua da cidade de Maceió. O Carnaval é um direito do povo e tem que ser estimulado de forma descentralizada, democratizada e participativa pela implementação de políticas públicas específicas.

É falsa a afirmação de que a cidade não tem tradição carnavalesca. O carnaval é uma das manifestações mais importantes da cultura brasileira, não contribuir com ele é aparta-se das trocas políticas e culturais do país, é reafirmar uma marginalidade construída principalmente pelas elites alagoanas e que não interessa ao povo.

O carnaval tem desdobramentos para além da festa, representando instrumento político de afirmação da cultura popular. É na cultura popular de Alagoas que está representada a identidade alagoana, afirmar que na terra do coco que deu origem ao samba não tem carnaval é tentar esconder a efervescente cultura afro-brasileira que pouco se vê, mas, muito se ouvi em todos os cantos da cidade.

Os sinais das nossas tradições carnavalescas podem facilmente ser verificados na existência de quase uma centena dos grupos de bumba-meu-boi espalhados em todos os bairros da periferia da cidade, como também, a presença de seis escolas de samba que existem desde o início do século passado, as manifestações carnavalescas populares organizadas nas comunidades e o crescimento dos grupos percussivos.

Diante dessa constatação reivindicamos ao governo do estado de Alagoas e da prefeitura de Maceió a maior atenção ao Carnaval de Rua em nossa Capital.

Movimento Pela Valorização da Cultural Alagoana

Ato Público pela Valorização da Cultura Popular em Alagoas
Em defesa do Carnaval em Maceió

1º de fevereiro (segunda-feira)
Praça dos Martírios, às 14h

PROGRAMAÇÃO:
14h. Roda Aberta de Capoeira
14h30. Hip Hop – Roda de Break
15h. Roda de Coco – Coco de roda
15h30. Encontro de Bumba-meu-boi e brincantes em geral
16h. Reggae com a presença músicos de diversas bandas de Maceió
16h30. Batuque com a presença de membros de diversos grupos de percussão e integrante das baterias das escolas de samba, dos bois e dos cocos de roda.
16h40. Leitura da Carta Carnaval
17h. Rufar dos Tambores – Treme-Terra

Presença confirmada dos grupos:
Quintal Cultural; Núcleo Cultural Zona Sul (Mestre Biu)/ Associação dos Folguedos Populares da Zona Sul; Centro Cultural Quilombo dos Palmares; Mirante Cultural; Comunidade Vila Brejal; Comunidade Jardim Alagoas; Liga dos Bois; Liga dos Tambores de Alagoas; Coletivo AfroCaeté; Sururu de Capote; Afrodendê; Grupo Dandara; Menssageiros de Jah; Baldes e Latas (CEPEC); Guerreiros da Vila; Escola de Samba Girassol; Grupo Revoucionarte; Núcleo de desenvolvimento nação imperial; Enseada das Canoas; Grupo Muzenza de Capoeira; Grupo Abadá Capoeira; Abassá de Angola; Ilê Axé de Oxum Pandá; Banda Zé Pequeno; Baque Alagoano; Cia Hip Hop; Conexão swing dance; Coco geração alagoana; Banda de Pife São José; Orquestra de Tambores; Resistência Popular; Banda Raggamuffin; Movimento Hip Hop; Arca da Cultura Alagoana; Grupo Teatral O Albatroz; Grupo Teatral Sol Nascente.

Info: Keyler Simões
Jornalista e Produtor Cultural
http://tudoalagoas.blogspot.com/
www.tudoalagoas.com.br

Confira mais:
clipes da Crônica de amor por ela, Nitolino & a arte de Luiz Alberto Machado no YouTube ,
Big Shit Bôbras , O sol nasce para todos, e As previsões do Doro para 2010

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Sexta-feira, Janeiro 22, 2010

Veja este vídeo: FOLIA CAETÉ

Veja este vídeo: FOLIA CAETÉ
Música, letra, voz & arranjos de Luiz Alberto Machado. Arte de Luiz de Nigris Junior & Derinha Rocha. www.luizalbertomachado.com.br

Quinta-feira, Janeiro 07, 2010

BIG SHIT BÔBRAS



ÓI NOIS AQUI TRAVEIZ – Tudo andava nos conformemente após o anúncio das previsões do Doro para 2010 e, de lambuja, inventou de anunciar a simpatia da virada.

A trupe toda participante estava de num piscar nem o olho prestando atenção a tudo.

Quando o candidato presidencial findou de anunciar sua famosa simpatia, oxe, num ficou um pé de gente. Ele então arrumou seus apetrechos., todos os mijados de bunda e foi caçar um local para ver o foguetório.

Quando o pipoco explodiu a zero hora, ele chega impou de feliz fazendo o sinal da cruz, uns passes de crendices e umas gingadas de capoeira.

Assistiu todo espetáculo pirotécnico e depois de umas goeladas boas da-que-matou-o-guarda, ele ouviu um estrondo medonho pras bandas de alhures.

Foi assustador. Porque depois do estampido, só se ouviu um grito de mulher acompanhado de uma gritaria infernal.

Não demorou mito estava todo mundo ao redor dele à procura do Padre Bidião e de explicações acerca do ocorrido.

Doro, sabido como sempre, contou nos dedos um a um dos adversários presentes: 1,2,3,4,5, hum... deu por falta de... Cadê a Prazeres do Céu?

Foi ai que as mulheres começaram um renhenhém danado, mil suposições e correria para tudo quanto era lado.

- Acho que ela tá entalada na boquinha da garrafa! -, gritou zombeteiro Zé-Corninho.

- Vixe!!!

Daqui a pouco outro grito. Este ratificou ser a Prazeres do Céu.

- Onde boba-torreira que esta cega-Dedé está, hem? -, praguejou Doro.

- Oxe, ela deve de estar se espremendo toda com a simpatia dele! -, asseverou Biritoaldo!

- Eita-porra!!!!

O negócio enfeiava de ninguém saber o paradeiro dela. Caçaram por todo canto, pelejaram que só por encontrá-la e nada.

A madrugada comendo no centro e quase amanhecendo lá vem a Prazeres do Céu toda aos farrapos, corpo seminu a mostra e com uma careta dos diabos de boca aberta.

- Que droga é nove? -, perguntou Tolinho.

- Acuda que ela tá com uma vela de sétimo dia acesa e enfiada no cu!

- Se avia, gente!

E na intervenção da tropa toda para retirar a enfiada do toba dela, ela gritava:

- Ai! Não, tira não! Ai! Deixa!

Era o povo fazendo corrente de mãos dadas para juntar a força e arrancar a maldita do quiba dela e nada.

Ela aos gritos:

- Não, tira não! Ai! Deixa! Ai!

Foi aí que a Marcialita com os braços de açucareiro, bateu o pé, arredou todo mundo de cima, levantou a dita pelo gogó e encarou:

- Por que você não quer que tire, abestada?

- Ai, deixa! Ui, não tira! Ai!

- Diga logo senão a gente mete-lhe o cacete, sem-vergonha!

Aí, depois de muito se contorcer, revirar os olhos, gritar e espernear, Prazeres do Céu voltou a si e quando flagrou todo mundo ao redor, soltou essa com ar de desavergonhada:

- Que foi? Nunca viram uma mulher gozar não? Eu quero é ficar rica, ora!

E saiu com o pitoco no rabo toda reboladeira, nem aí.

Os machos tudo babando. As mulheres, tudo resmungando e aplicando corretivos nos seus respectivos adiantados.

Veja todos os detalhes do Big Shit Bôbras aqui.

Confira mais:
O sol nasce para todos, Show de Luiz Alberto Machado e banda, dia 18/01, às 21hs na ARTNOR 2010, clipes da Crônica de amor por ela, Nitolino & a arte de Luiz Alberto Machado no YouTube e As previsões do Doro para 2010

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Terça-feira, Janeiro 05, 2010

O FLAGELO



I

Na volta do disse-me-disse, cada um que proteja seus guardados.


Luiz Alberto Machado


Meu pai lá: Seja hômi, cabra! Um zoadeiro de trovão no pé do maluvido, reverberando qual sentença lavrada todo santo dia. Ali, em cima da bucha. E sempre que de esguelha pra minha banda, sapecava com ar de lei irrevogável: Seja hômi com “H” maiúsculo, sujeito! Eu tremia na base com as pernas bambas no meio da maior tontura. Arreda ou desarreda! Era o jeito dele, vetusto, austero. Fosse até conversa mole, ele alertava pra pariceiro ou estranho: Tem que ser hômi no tanto das coisas. Quando não resmungava seu édito exclusivo: Pra ser macho tem que enrretar, senão desenrrete! E eu ficava cá comigo questionando sempre a cada imperativa intervenção dele. O hômi macho bate martelo no cuião sem careta nenhuma. Vôte! Quem é doido? E reiterava com toda a força da autoridade dele, não tirando um cabelinho de sapo daquilo que me dava uma agonia nas idéias. Eu não sabia de nada, aquilo era dito e pronto. Até que um dia alguém teve a petulância temerosa de saber o que significava e ele, no riste da afronta, meteu as catanas e esbravejou peremptoriamente: Fazê o certo, pruquê o hômi macho num deixa rastro de bosta, nem caga na vela e sigura in riba da fivela toda rudia sem trastejar nem cum chuva de canivete! Intendeu? Ou qué qui assoletre nos conformemente? No vupe da coisa, quem desdizia? Dito e manjado, deu fé. E eu bufando de pabo, fechando a cara e estufando o peito de empáfia: este é o meu pai. Um exemplo a seguir de probidade e isenção. Não arriava o badalo um segundo sequer. Ali, exato. Nunca que vi dele uma mínima licenciosidade que fosse, sempre com um cascudo admoestador pra cretinice, incerteza ou chacota. Um exemplo de herói na minha predileção. E eu ratificando por dentro: fazer o certo. O certo? A curiosidade de menino me levou pro pai dos burros onde descobri que era o verdadeiro, o inquestionável, o infalível, o evidente. Parecia mesmo com meu pai. Talqualzinho. E eu ainda mais cá comigo ficava indagando se haveria na face da terra um ser desse jeito. Não conseguia igualar um sequer para autenticação cartorária. Só meu pai. Inimitável. Único. Um desafio pra mim, impossível ser daquele jeito, nem nunca que vi ninguém tão firme assim no meio da minha franzinice de estatura e voga. Aquilo era só ele na face da terra. Ninguém por clone. Eu cresci com aquilo. De menino fui me fazendo homem feito e jogado no mundo só comigo. Amadurecendo com o tempo e a vida, tudo às avessas e eu meio dia em ponto no meio do turbilhão das tramóias, perfídias e decepções e com todas as conseqüências nefastas que tais imundícies castigam no toitiço de qualquer cristão. Primeira lição.



Confira mais:
Show de Luiz Alberto Machado e banda, dia 18/01, às 21hs na ARTNOR 2010, clipes da Crônica de amor por ela, Nitolino & a arte de Luiz Alberto Machado no YouTube e As previsões do Doro para 2010

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