segunda-feira, novembro 08, 2010

TOQUE RETAL, TESTE DA GOMA E A HOMÊNCIA ONDE É QUE FICA?



TOQUE RETAL, TESTE DA GOMA E A HOMÊNCIA ONDE É QUE FICA?



Gente, uma bronca da porra! Verdade!

Um dia lá eu conheço o poeta doutor Eduardo Caminha, um catarinense, sujeito dos bons & para lá de fuleiro nas zonas mais cabeludas que ficou zoando da minha cara. Induibitavelmente um cidadão cheio das virtudes, só que tem uma coisinha meio que desagradável: ele é proctologista!

Aí, me encontro com ele – tudo por culpa do poetamigo Tchello d´Barros - e no meio da conversa vem o assunto mais chatoso: o exame de próstata. Pode? Quase tenho um troço!

Papo vai, papo vem e falei que fiz o meu exame de próstata por meio de ultrassonografia. Pronto.

Ôxe, o cabra provou por a + b com todas as provas dos 9 que não vale pirocas nenhuma. Danou-se! E eu: de jeito maneira, com a maior cara de tacho.

Confesso: papo desse só fico ronceiro. Tapiando. Cai fora! Tô noutra, ora.

Mas a insistência da conversa me ingicava mais. Blá blá blá. E eu telengotengo. Nem aí.

Como as risadas eram insistentes, passei a desconfiar de chapa porque acho que o negócio dele era mesmo querer botar o dedão dele no meu furico. E, ainda por cima, quis me convencer a todo custo do exame com o toque retal.

Eu olhei pro anular dele e disse logo que ele ia precisar de muito papo, perfume, poesia, carinho e dinheirama para poder aprochegar aquele despropósito na minha cumbuca. E garanti que brigaria até as últimas no meio de pernadas, bofetadas, cacetadas e outras formas de proteção, mesmo que ele viesse com 5 negãos pesados.

- Pode tirar o seu cavalinho da chuva -, disse-lhe já irritadiço –, não haverá lindo do mundo que se ajeite de futucar meu fiofó! Nunca, nunquinha.

Aí que ele se ria. Por isso vi que se tratava de uma zona. E eu:

- Nem morto, meu! Aviso logo: nem lavo o catimbofá direito porque posso pegar uma desacertada briga com uns 5 fortões, e se eles quiserem me desmoralizar, vão correr da catinga que deixo no rastro da rodagem dos fundilhos.




Papo vai, papo vem, mas o pior era o que ainda estava por vir. Sempre assim, né? Foi quando ele desarrumou por vingança geral:

- Olha só, não se engane, meu fio, para evitar problemas de próstata você vai ter que morrer com dois dedos no quiba: um do proctologista e outro do urologista.

Eita! Tá doido, é?

Oxe, pra cima de mim?

Logo eu que deixo o quiba sujo para que ninguém queira se enfiar nele, sabendo dessa, foi de lascar: dois dedos no oiti-goroba, meu? Nunca, nunquinha. Como é que vou passar no teste da goma, hem? Tire o olho gordo do meu furico, ora. Se avie.

Aí, lá vem.

Dia desses peidei e doeu como a porra. O quiba queimou pior rajada saindo e fodendo tudo.

Lasquei-me, pensei.

A namorada do lado disse logo: - tem que cuidar!

- Será que estou com a crise braba de hemorróidas? -, segurei a onda.

Piorava a cada dia, nem podia soltar uma bufazinha de nada que doía tudo. Cagar, nem podia. Sentar, só de ladinho.

A namorada insistia:

- Qualé, rapaz? Não é homem não? Vamos pro medico.

E eu me esquivando, podia ser que a coisa melhorasse por si só.

Depois de 20 dias de sofrimento, fui levado na marra prum proctologista: o Carlinhos Cabus. Olhei logo pros dedos dele. E depois fitei bem nos olhos para ver se havia alguma insinuação na catrevagem toda. Nada. Mandou-me deitar na maca.

- Você tem que arriar as calças para eu poder conferir -, reclamou-me com certa antipatia porque eu não queria tirar a cueca.

Levantei-me angustiado com o frosquete doendo que só e um cara sapecando insistência para eu mostrar a bunda atrepado ali de 4.

Não há constrangimento maior.

Logo eu que tive uma infância vigiada para não ter jeitinhos de baitolagem, cresci com o alarme de ameaça o tempo todo para não desmunhecar, insistência macha para que eu não desse de acender a fluorescente. Avalie.

Meu pai mesmo só me cortava o cabelo de menino no estilo Jacques Demys.

Adolescente, o dedo em riste: você está com jeito de fruita! Eu? E a bronca:

- Não vá pender pra fresco, viu?

Logo eu desde bruguelo achegado às mulheres, como podia?

Bastava o meu cabelo cair nos ombros, os familiares logo sentenciavam:

- Você está com um jeitinho muito delicado de viado!

Era um coral de trocentas vozes.

Destá, mas vamos lá.




Desajeitado, me deitei de lado na maca e senti o dedo do médico se aproximando.

- Tá doendo -, disse logo.

- Mas eu ainda nem toquei para fazer o exame.

Senti que o cara abria minha bunda. Um desgosto!

- Esse é arroxado, não dá pra ver nada -, disse-me sem notar se seria ou não zombaria.

Foi aí que senti o futucado do dedo, gemi.

- Dá não! –, finalizou ele arrancando as luvas.

E sapecou:

- Tem dois furúnculos saindo do seu ânus. Mas não dá para ver nada direito.

Vixe-Maria! Logo dois? De novo essa pinóia? Eita, castigo da gota! E me explicou no amiudado que cada um estava alojado frente a frente, ornando as pregas do meu escape. Tradução: as cabeças-de-prego queriam eram atrapalhar o trânsito da bosta e me deixar com os pentelhos do rabo prontos para começar uma tortura das brabas. E aí? Passou um antibiótico e mandou que tomasse de 6 em 6 horas para poder tratar. Tomei. Mais 5 dias depois, estourou tudo, um meladeiro da porra. Pensei logo que o bicho tinha vazado tudo e que a partir de então a bosta sairia sem controle. E agora?

- Lasquei-me o bocal da quartinha!?!

Quando conferi na cueca, só tinha sangue e pus. Nada de merda.

Tranquilizei, afinal, as pregas do papeiro estavam salvaguardadas. Menos mal.

Incentivado pela namorada, tomei coragem e fui lá de novo!

- Você já está bom, já pode sentar e fazer o que quiser.

Encarei o cara de frente e percebi tratar-se de profissional sério. Mas no meu sofrimento moral, vi logo que tinha que acabar com a frescura da homência e cuidar logo disso. Perdi a vergonha e nem morri. Não sei se passo mais no teste da goma, mas uma coisa eu asseguro: cuidar da saúde é fundamental. Essa coisa de preconceito, oxe, não dá. E vamos aprumar a conversa & tataritaritatá!!!!






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