sexta-feira, janeiro 22, 2010

EDUCAÇÃO AMBIENTAL


EDUCAÇÃO AMBIENTAL – A questão ambiental envolve um conjunto de atores do universo educativo, onde a participação para a formação de cidadãos conscientes, aptos a decidir e atuar na realidade socioambiental de um modo comprometido com a vida, com o bem-estar de cada um e da sociedade, local e global. Tal questão aponta para propostas pedagógicas centradas na conscientização, mudança de comportamento, desenvolvimento de competências, capacidade de avaliação e participação dos educandos e da população na busca de soluções para os problemas ambientais que vivencia. Para tanto, a escola assume um papel desafiador e fundamental na formação de valores, com o ensino e aprendizagem de procedimentos. As questões atinentes à ação educativa na promoção da cidadania e da preparação para a vida e para o trabalho, traz no bojo de sua ação a necessidade de uma abordagem acerca da afetividade, da solidariedade e da existência humana, no sentido de produzir a compreensão acerca da missão e função do ser humano na vida. Trata-se de uma ação educacional que se encontre pautada com a humanidade e o entendimento do ser humano na vida, por meio de práticas que sensibilizem e busquem incorporar noções que validem a existência humana na sua condução vital.
A EDUCAÇÃO - Na contemporaneidade a educação tem assumido um papel de suma importância na formação do cidadão e de sua preparação para a vida e o trabalho, trazendo a exigência da integração no ensino-aprendizagem da potencialização das experiências vividas e da realidade que circunda a vida do educando, no sentido de integrar nesse processo o sentimento, o pensamento e a ação no contexto afetivo e valorativo.
A educação deve preparar o indivíduo para o entendimento dos opostos, na construção de uma ética da compreensão no diálogo entre o argumento e o debate, a confiança e a desconfiança, enfim, abarcando a multidimensionalidade, o complexo e as condições do comportamento humano, o subjetivo e objetivo. Tal conduta requer um constante auto-exame critico da atuação e percepção do individuo, por meio do reconhecimento de preferências e escolhas que signifiquem a postura da personalidade, colocada em jogo num debate crítico para entendimento da multiplicidade de características que são incorporadas no ser humano por meio de sua formação cultural, empírica e social da complexidade humana.
Nesse sentido é que se deve levar ao questionamento individual das escolhas, preferências e hábitos, no sentido da observância de condutas tolerantes ou intolerantes, privilégios e exclusões, o admitido e o contrário, enfim, reavaliando todos os mitos, ideologias, crenças e convicções na busca pela humanização das relações humanas.
Tal condução visa a consolidação democrática na compreensão individual e entre as culturas, na tarefa de se atuar no desenvolvimento da compreensão, buscando um equilíbrio entre o pensamento racional, lógico e fundado para a formação do pensamento divergente, na busca do outro olhar dar à luz soluções novas, expressões recriadas e o humor sadio, articulando a produção e reprodução do conhecimento por meio de práticas como a da criatividade, do trabalho em equipe, do senso de solidariedade e levando à reflexão sobre questões importantes, tais como ambientais, sociais, culturais, religiosas, políticas, enfim, todas inerentes ao ser humano.
A visão interdisciplinar evita, entre outras, as dicotomias entre teoria-prática, subjetivo-objetivo, espiritual-corporal, envolvendo-se com a complexidade do viver e conviver; do existir e co-existir; do pensar; do sentir e na busca de significar a existência, num processo que deve levar do múltiplo ao uno e, por conseqüência, por meio de fundamentos epistemológicos e axiológicos, alcançar a multidisciplinaridade e pluridisciplinaridade.
Por ser a educação em sua totalidade uma prática interdisciplinar, sendo, pois, mediação do todo da existência, deve promover a superação da visão fragmentadora de produção de conhecimentos, articulando e produzindo coerência entre os múltiplos fragmentos de conhecimento da humanidade, promovendo a elaboração de sínteses na recomposição da unidade entre múltiplas representações da realidade e possibilitar o reencontro da identidade do saber na multiplicidade de conhecimentos.
O trabalho inter e transdisciplinar constituiu-se no corolário dos princípios da formação explicitados na articulação teoria e prática e na formação do professor pesquisador, antevendo a possibilidade de superação das dicotomias e fragmentações como prática social, portanto histórica e contextual e que, no processo de sua efetivação, demanda um trabalho coletivo e interdisciplinar e concorre para a humanização dos homens.
Para tanto, se faz necessário ao educador assumir condutas interativas e afetivas fundamentadas na reflexão da prática e na formação da competência ético-profissional, levando sua práxis por meio de um compromisso ético e político no exercício de sua prática docente, no sentido de poder corroborar mudanças necessárias ao desenvolvimento do docente, da população, da nação, mediante o êxito da competência de seus cidadãos.
Nesse sentido, Morin (2002, p. 35) assinala a necessidade da transformação da informação em conhecimento e do conhecimento em sabedoria para promover a formação solidária, planetária; da concepção de homem indivíduo em sujeito sociocultural; da proposição de um ensino simplificado, especializado e disciplinar na complexidade da educação, defendendo que “[...] É preciso aprender sobre a condição humana, a compreensão e a ética, entender a era planetária em que vivemos e saber que o conhecimento, qualquer que seja ele, está sujeito ao erro e à ilusão". Nesse sentido, o auto confronta o erro, a ilusão e as cegueiras do conhecimento, trazendo princípios do conhecimento baseados no ensino da condição humana, da identidade terrena, do enfrentamento das incertezas, do ensino da compreensão e na construção de uma ética do gênero humano. É nesse sentido que o autor defende os saberes fundamentais para toda cultura e toda sociedade, e que são indispensáveis frente à racionalidade dos paradigmas dominantes que deixam de lado questões importantes para uma visão abrangente da realidade.
A educação ambiental proporciona que a escola procure abrir e construir espaços de dialogicidade entre os grupos que vivenciam de modo diferente a mesma problemática, implicando no aprofundamento do debate democrático de diferentes idéias e de representações de diferentes grupos, em busca de um consenso mínino entre a comunidade escolar e a população que possibilite ações concretas conjuntas.
Em razão da questão ambiental está envolvida com aspectos relacionados à qualidade de vida humana, os impactos da ação humana sobre as condições climáticas, hidrológicas, geomorfológicas, pedológicas e bio-geográficas, em todas as escalas de tempo e espaço, observando-se que os problemas encontrados na área são decorrentes de profunda crise social, econômica, filosófica e política que atinge toda a humanidade, resultado da introjeção de valores e práticas que estão em desacordo com as bases necessárias para a manutenção de um ambiente sadio, que favoreça uma boa qualidade de vida a todos os membros da sociedade.
As escolas por serem centros de formação e aprendizagem podem priorizar o estudo do conteúdo escolar, numa linguagem adequada com base nos dados apontados no diagnóstico e incluir, de forma sistemática, participativa e criativa, a temática da importância global, regional e local, envolvendo cenários possíveis para o processo de educação ambiental junto a uma população com um conjunto de estratégias que possibilitem a compreensão global, regional e local dos problemas ambientais.
CONCLUSÃO – A educação ambiental propicia o aumento de conhecimentos, mudanças de valores e aperfeiçoamento de habilidades, condições básicas para estimular uma maior integração e harmonia dos indivíduos com o meio ambiente. Dessa forma, a educação ambiental deve ser levada pela escola de forma crítica e inovadora, voltada, acima de tudo, para a transformação social, buscando uma perspectiva de ação que propicie, de um lado, o resgate e o desenvolvimento de valores e comportamentos (confiança, respeito mútuo, responsabilidade, compromisso, solidariedade e iniciativa) e, de outro, estimular uma visão global e crítica das questões ambientais e promover um enfoque interdisciplinar que resgate e construa saberes.
A prática docente possui a necessidade de integração no processo de ensino-aprendizagem com o pensamento, o sentimento e a ação orientado por valores, na busca por uma atitude de observação permanente dos fatos ocorridos na relação pedagógica, em íntima vinculação com o contexto social, político e cultural em que suas práticas se efetivam e, ainda, construir habilidades investigativas da prática, na prática e a partir dela, frente aos desafios da realidade, apresentar propostas que respondam às demandas desse contexto.
Tal condução leva à aproximações, integrações, coletivização de pensamentos, de práticas para enfrentamento dos desafios, angústias e incertezas do cotidiano, das rotinas, ritos e rituais; proporcionando rompimento de hábitos e acomodações, a quebra de esquemas mentais rígidos, novas construções, novas dúvidas, novas inquietações e novos aprendizados.
A educação em sua prática deve favorecer a experiência criatividade com fundamento filosófico, psicopedagógico e antropológico, para promover uma atitude pró-ativa e criativa de vida
Por isso, a educação deve promover a percepção do educando além do conhecimento, a sensibilidade, da ação e dos valores, proporcionando uma identificação da vida dentro do mistério da existência.

REFERÊNCIAS
DIAS, G.. Educação ambiental: princípios e práticas. São Paulo: Gaia, 2000.
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1987
MORIN, E. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, 2002.
UNESP.. Educação para um futuro sustentável: uma visão transdisciplinar para uma ação compartilhada. Brasília: Ibama, 1999. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.



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