Quinta-feira, Maio 28, 2009

CORDEL EM BRASIL



Arte de J. Borges.

CORDEL EM BRASÍLIA - Apresentaçõs de viola, literatura e poesia popular integram a programação do I Encontro Nordestino de Cordel que acontece em Brasília, entre os dias 28 e 29 de maio, no Teatro da Caixa Cultural. Além dos shows com artistas populares, o evento conta com mesas-redondas, debates, lançamento de livro, exposição em cordel e uma homenagem póstuma ao poeta popular Patativa do Assaré. Na ocasião, haverá a realização do Seminário Políticas Públicas para o Cordel. O evento, apoiado pelo Ministério da Cultura(MinC) e patrocinado pela Caixa Econômica Federal, é uma iniciativa da Associação dos Cantadores Repentistas e Escritores Populares do DF e Entorno (Acrespo). O Teatro da Caixa fica na SBS Qd 4 lote ¾. As inscrições podem ser feita gratuitamente pelo telefone (61) 3522- 5202 ou pelo e-mail : encontrodecordel@gmail.com. Acesse a programação completa pelo link: http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2009/05/i-encontro-de-cordel-em-brasilia.pdf/.



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NITOLINO & O MEIO AMBIENTE
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Sexta-feira, Maio 22, 2009

O TRABALHO DE 8 A 80



Gentamiga do meu Brasil das aloprâncias e tirinetas ineivadas!!!!

Tudo começa com a escravidão. O servilismo. E nisso o sisifismo: a faina de fazer a mesma coisa todo santo dia. Aí o labor. Mãos à obra. E os workaholics. Tem quem diga que o trabalho enobrece o homem. Gilberto Freyre mesmo disse e o Domenico de Mais revalidou: o ócio criativo. Afinal, o universo do trabalho tem evoluído? Ou como se diz no popular: para uns, estrela na testa brilha para o bem-bom; para outros, estrela escondida no quiba faz o cara moer sem comiseração.

Pois bem, para mim, o trabalho no Brasil de atualmente, mormente os novos paradigmas organizacionais são verdadeiras práticas escravocratas disfarçadas: o obreiro tem hora para entrar, mas não tem hora para sair. Tem que moer mesmo, até se exaurir. E quando se lascar, a previdência social que cuide. E o patrão, dinheiro no bolso e ai-ai.

Então eu trago, de um lado O trabalho: O trabalho tanto tem promovido a formação e desenvolvimento humano, como também tem mantido o ser humano escravo e subordinado às classes abastadas. Tornou-se, por isso, um universo diversificado e complexo, recheado de transbordantes desafios, tanto pela manutenção hegemônica da classe empresarial como pelas exigências de posicionamento dos trabalhadores no sentido de satisfazer as suas necessidades, as das organizações e as dos empresários. (continua aqui).

De outro lado, a Filosofia do Ascenso Ferreira:

Hora de comer, comer.
Hora de dormir, dormir.
Hora de trabalhar, pernas pro ar que ninguém é de ferro!!!





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NITOLINO & O MEIO AMBIENTE
VIII SEMANA DE HISTÓRIA DA UFAL
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Quarta-feira, Maio 20, 2009

OLIVEIRA DE PANELA

A MULHER

Na mulher toda têmpera se envolve
Seu ciúme é cuidado impertinente
Seu desejo é fornalha incandescente
Quando pode, é perigo, o que devolve,
Quando está duvidosa só resolve
Pelo fio da ânsia propulsora,
Quando assume o papel de genitora
Aurifica seu corpo fecundante,
Pra tornar-se a maior representante
Dessa lei biológica criadora

No namoro é centelha de ilusão
No noivado é a fonte de esperança
Sendo esposa é profunda a aliança
E faz unir coração com coração,
Como mãe é suprema adoração!
Sendo sogra é as vezes tempestade

Quando amiga, é amiga de verdade,
Sendo amante é volúpia no segredo,
Porém sendo inimiga causa medo
Ao mais forte machão da humanidade.

OLIVEIRA DE PANELA – o compositor e poeta repentista, Oliveira de Panela, é autor de vários livros e discos expondo sua respeitável e prestigiada arte reconhecida internacionalmente. Entre os seus livros estão "O comandante do Planeta Médio", em 1997; "Poesia Liberdade", em 1979; "Poemas Iluminados", em 1983; " Poemas Alternativos", em1984, este em parceria com Zé de Sousa; "Na cadência do Martelo", em 1993; "Dois Poetas do Povo e da Viola", 1996, parceria com Otacílio Batista, Gravou 11 discos e mais de 6 cds. Ele é membro integrante da ONG e do Projeto Malagueta, que trabalha pela divulgação do acervo histórico, turístico e cultural da Paraíba, promovendo sua a musica regional, tendo parceria com órgãos como o SESC da Paraíba, o Governo do Estado, e a Secretaria de Educação e Cultura, entre outros. Para conhecer o trabalho de Oliveira de Panela acesse o sítio dele: http://www.oliveiradepanelas.com/


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A TERRA: UMA PALESTRA SOBRE A CIDADANIA E O MEIO AMBIENTE


Terça-feira, Maio 19, 2009

RECLAME AQUI



Gentamiga do meu Brasil do Fecamepa!!!!!
Como nem tudo é só sujeira desde 1500, agora o cidadão e a cidadã tem um espaço para reclamar, averiguar e dar pitaco na vida de quem anda enlameando as relações de consumo. Trata-se do RECLAME AQUI que é um espaço do consumidor na Internet, onde pode exercer a cidadania expressando sua reclamação quanto a atendimento, compra, venda, produtos e serviços. Lá tem espaço para as reclamações por meio de um sistema aberto a qualquer cidadão que preencha corretamente o cadastro no site. Sem qualquer custo a reclamação é publicada e um aviso é encaminhado via e-mail à parte reclamada, caso a empresa tenha seu Serviço de Atendimento ao Cliente Cadastrado no Reclame Aqui. As empresas poderão responder a qualquer momento, publicando assim a resposta à reclamação do cidadão, bastando apenas estarem cadastradas no site (totalmente GRATUITO). O INDICE E RANKING - As reclamações cadastradas no Reclame Aqui irão gerar um ranking sempre atualizado das empresas conforme critérios de número de reclamações, tempo de resposta, ausência de resposta, índice de Solução,Numero de Avaliações ,nota do reclamante e índice de voltar a fazer negocio com a empresa considerados a partir do momento da publicação e da respostas das mesmas. O sistema é totalmente automatizado, não havendo interferência de operador na geração dos dados de ranking. O COMPARADOR E SELO RECLAME AQUI RA 1000 O Reclame Aqui tambem tem critérios para fornecer o Selo RA 1000. BANCO DE DADOS - Os dados de empresas e consumidores que integrarem o sistema do Reclame Aqui são exclusivamente para possibilitar o acesso de ambos ao site e permitir a comunicação do Reclame Aqui com seus cadastrados. O banco de dados do Reclame Aqui é sigiloso e não comercializável. O Reclame Aqui fará a seu critério a divulgação na mídia e encaminhamento das reclamações aos orgãos e autoridades que possam colaborar na defesa dos interesses coletivos. Todas as reclamações e informações constantes no Reclame Aqui são assinadas pelos interessados e de responsabilidade exclusiva destes. O Reclame Aqui não aceita participações anônimas ou registradas com apelidos. O Reclame Aqui abre o espaço para liberdade de expressão de Cidadãos e Consumidores, mantendo em seu banco de dados as informações de origem de cada mensagem, as quais publica mantendo a essência do conteúdo. O Reclame Aqui não publica reclamações de caráter político e ideológico, contra pessoa física ou que não se baseiem em relações de consumo. Taí, lute pelos seus direitos. Reclame Aqui acessando: http://www.reclameaqui.com.br/


Segunda-feira, Maio 18, 2009

MUSEU DA CORRUPÇÃO


Gentamiga do meu Brasil véio, arrevirado e de porteira escancarada!!!!!

O Festival de Cagadas que Melam o País – FECAMEPA tem a constrangida e insuspeitável brasilidade de anunciar o MUSEU DA CORRUPÇÃO!!!!



Exatamente.
O Museu da Corrupção é um projeto de Moisés Rabinovici, com coordenação de José Guilherme Ferreira, edição de Luiz Octavio de Lima, projeto gráfico e design de Luís Carlos da Silva, curadoria de Regiane Bochichi, manutenção web de Felix Ventura, projeto arquitetônico de Rodrigo de Araújo Moreira, pesquisa de Kassia Caldeira e reportagem de Lúcia Helena de Camargo, Sérgio Kapustan e Valdir Sanches.



No Museu da Corrupção o cidadão e a cidadã podem encontrar a Sala dos Escândalos, a Cronologia dos Escândalos, as Operação da Policia Federal, a Arquitetura da Corrupção e a Galeria Edemar Cid Ferreira. Não perca tempo, visite logo, marque presença e tome uma atitude na vida!!!
O Museu da Corrupção é uma iniciativa do Diário do Comercio para dar aos seus leitores uma medida referencial do que acontece de vergonhoso nos bastidores de todas as esferas do poder.

Sexta-feira, Maio 15, 2009

SANHA


Letra & música de Luiz Alberto Machado


Não há valia para apreço vale nada
Não há vergonha para cara lavada
Toda lisura que se espreme para viver
E que viver

Cadê a honra para quem não tem mais nada
Não há guarida para alma penada
Toda usura que sublima o querer
E que poder

Mandar não seja nobre ter rigor assim
Pisar, varrer da frente algoz e querubim
Quem doma a sanha não sabe dormir
E mais se ganha para coibir

Usar do relho para mais pesar
Suor vermelho vibra no cantar

Não há mais lance para ser carta marcada
A dura sorte já está lançada
Toda estatura que se arrasta pelo chão
Tal qual anão

Há riso oculto para ser face velada
A traição devora a madrugada
Toda espessura que comove o histrião
No coração

Privar da sede o pote de quem quer sorrir
Traçar a sina o rito de quem vai partir
Quem doma a sanha não sabe dormir
E mais se ganha para coibir
Usar do relho para mais pesar
Suor vermelho vibra no cantar

© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. In: Primeira reunião. Recife: Ed. Bagaço, 1992 Música & Letra de Luiz Alberto Machado. Gravada no cd Coisas da Natureza, de Auri Viola.

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Música

Quinta-feira, Maio 14, 2009

ALAGOAS, HEM?


DEU NO NOTICIÁRIO - Primeiro: Juiz está decepcionado e lava as mãos para o crime em Alagoas.
Numa entrevista concedida à imprensa, o Juiz da Vara das Execuções Penais de Alagoas, hoje titular da 4º Vara Civel, Marcelo Tadeu, entregou no inicio do ano passado um dossiê sobre o crime organizado alagoano, ao Ministério da Justiça, em Brasilia, denunciando crimes e guerras entre as policias, o trafico de drogas, a pistolagem e a insegurança geral. Ele desabafou dizendo: “Estou cansado de tudo isso, não quero mais falar sobre esses assuntos de crimes. Foram dez anos que passei atuando nas varas de Execução Penal e Criminalista e chequei à conclusão que o crime não compensa, não só para quem pratica, quanto para combatê-lo pelas autoridades judiciais, na medida em que se espera da Justiça Criminal é que ela possa dar uma resposta social, de sua contribuição na redução da criminalidade e da violência”.
Tei bei!!!!
Enquanto isso, no...
no...
Ah, na Controladoria Geral da União...



DEU NO NOTICIÁRIO 2: Em 2006 o CGU concluiu os relatórios referentes a mais duas etapas (a 2ª e a 3ª) do Programa de Fiscalização de Estados a partir de Sorteios Públicos, que envolveram ao todo recursos da ordem de R$ 1,4 bilhão.
Em Alagoas, por exemplo, dos R$ 4,4 milhões repassados em 2003 pelo Ministério da Educação, via Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), cerca de R$ 1,8 milhão foram utilizados pela Secretaria de Educação do Estado de Alagoas para a compra, mediante dispensa de licitação, de produtos alimentícios dos fornecedores Mundi, Azarias, Carnaúba, Paris, Pentágono, Alves & Antão, Metrópolis, Metamorfose, Milênio, Torres & Queiroz, SL, C. Opara, M. Messias, L. Nascimento e C. Ubirajara. No entanto, as empresas escolhidas para o fornecimento dos produtos não existem, conforme verificou a Secretaria da Fazenda do Estado de Alagoas em suas inspeções. Algumas dessas empresas têm, ainda, sócios comuns, enquanto que sócios de umas assinam como testemunhas no contrato social de outras. Ainda em Alagoas, a falta de planejamento na aquisição dos livros acarretou um desperdício de R$ 739,8 mil. Em visita realizada ao almoxarifado da Secretaria de Educação, onde ficam armazenados os livros do programa Educação de Jovens e Adultos, foi constatado que, dos 19 mil livros adquiridos para atender aos alunos da 5ª a 8ª séries, cerca de oito mil livros ainda estavam estocados no almoxarifado, apesar de já terem decorrido dois anos de sua aquisição.
Vixe!! E agora? Relatório de 2006 dando conta de 2003... hum.... 3 anos. E agora? 2009? E agora aparece esta manchete: CGU: 40% das verbas federais são desviadas em AL. Diz a matéria: Conhecidos pelos freqüentes escândalos de corrupção no poder público, os gestores de Alagoas são acusados de desviar 40% dos recursos federais destinados ao Estado. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (5/5/2009) pelo chefe da CGU (Controladoria Geral da União) de Alagoas, Arnaldo Flores. Nas demais Unidades da Federação, a média de desvios chega a 20%. O Governo do Estado nega qualquer desvio de verba pública na atual gestão. "Essa é uma situação muito grave e só faz perpetuar a miséria no Estado", denunciou Flores no último dia de expediente em Alagoas. Após um ano e dez meses à frente do órgão, ele deixa o cargo para assumir a chefia no Mato Grosso, na próxima quinta-feira (7/5/2009). O cálculo apresentado pela CGU leva em conta dezenas de relatórios de auditorias feitos no período em que Flores esteve à frente do órgão. "Todos já foram enviados a Brasília", afirma. A CGU ainda não anunciou o nome do substituto que assumirá o cargo em Alagoas.
Rombo de R$ 2,6 bilhões A CGU é responsável pelo controle da aplicação dos recursos da União nas unidades da federação. Em valores reais, os dados de Alagoas apontam para um rombo de R$ 2,6 bilhões em um ano. "Esse é um cálculo estimado pelos levantamentos que realizamos, já que é impossível fiscalizar tudo. Ao todo, o Estado recebe por ano R$ 6,5 bilhões de recursos federais. São recursos que deveriam ser investidos em programas sociais e não estão sendo", explicou o chefe da CGU. Com o montante, daria para construir 76 mil casas e reduzir o déficit habitacional (de 140 mil unidades no Estado) - levando em conta o valor médio de R$ 34 mil por residência, utilizado como referência pelo Programa "Minha Casa, Minha Vida".
Desvios em todos os municípios: No período em que esteve em Alagoas, o chefe da CGU alega que encontrou desvios de recursos em 100% dos municípios fiscalizados. “Isso mostra que a coisa não é localizada, mas sim generalizada. Visitamos a maioria dos municípios do Estado”, assegurou. Segundo Flores, os desvios acontecem principalmente por meio de notas frias, superfaturamento de preços, fraudes em licitações e aquisição de materiais abaixo do padrão especificado em edital.Um dos exemplos de auditoria freqüente é o programa de fiscalização por sorteio. Existente há seis anos, o programa já passou por 26 municípios, encontrando problemas graves em todos. “Os relatórios são públicos, estão na internet, mas não tenho nenhuma informação de que uma Câmara de Vereadores ou mesmo a população tenha aberto um processo de cassação em alguma cidade contra o prefeito, ou mesmo para tentar reaver os recursos desviados”, afirma. Para Flores, os gestores que chegam ao poder em Alagoas têm dois pensamentos. “O primeiro é que ele já assume pensando na reeleição, e a partir daí ele começa a fazer caixa com recursos públicos. O outro é que ele pensa em aumentar o seu patrimônio”, assegura.
Entre os relatórios da CGU sobre municípios de Alagoas, alguns chamam a atenção pelos indícios de fraudes grosseiras. Em 2005, Traipu, município do Sertão com apenas 25 mil habitantes, possuía seis empresas de construção civil. O número chamou a atenção dos técnicos da CGU, que deduziram que a cidade não apresentava “viabilidade econômica para a existência dessas empresas”. Poucos meses depois, descobriu-se que obras chegaram a ser pagas antes mesmo da medição do terreno a empresas vencedoras de licitações fraudadas.Por causa da auditoria, o então prefeito Marcos Antônio Santos Filho foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Carranca, em novembro de 2007, acusado de chefiar uma quadrilha que desviava dinheiro público dos municípios. O ex-prefeito nega a participação na fraude. Desvios podem passar os 50%, diz PF Não é só a CGU que enxerga Alagoas como um Estado de corrupção acima da média.
Para o superintendente da Polícia Federal em Alagoas, José Pinto de Luna, o desvio de verba em Alagoas é “gigantesco” e “não há nada igual” em outros Estados. “Se a CGU está dizendo que é 40%, eu ratifico. Mas tenho certeza que nos municípios esse desvio é superior a 50%. Os caras roubam demais aqui”, afirmou Luna. Há um ano e meio atuando em Alagoas, o superintendente afirma que todos os dias pessoas denunciam fraudes em algum município. “Hoje mesmo uma pessoa veio aqui e denunciou que um político recebeu R$ 16 milhões de propina. Repare que com R$ 3 milhões você compra viaturas para a polícia trabalhar em todos os municípios. Revolta a gente saber disso”, diz. A única solução para que o Estado saia dos índices sociais negativos estaria numa mudança de pensamento dos gestores e da população.
“Quer que Alagoas se transforme na ‘Califórnia’ brasileira em dez anos? É só parar de roubar. Não precisa mais nada”, argumenta o superintendente. Estado nega desvios Procurado pelo UOL, o governo negou qualquer desvio de recursos federais na atual gestão. O controlador geral do Estado, Alexandre Lages, afirma que os casos de desvios de recursos são encontrados nos municípios, e apenas um caso envolveu integrantes do Estado. “Quando tivemos a Operação Navalha, no começo da nossa gestão, tivemos integrantes do governo envolvidos, mas que foram afastados de imediato”, afirmou. O inquérito da Navalha indiciou 61 pessoas, sendo seis delas de Alagoas. Entre elas está o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB). Segundo Lages, o Estado possui hoje mecanismos eficientes de controle do gasto público, e reforçou isso por meio de um convênio com a CGU. “Fomos o quinto Estado do país a fechar essa parceria e já realizamos quatro capacitações. Realizamos com frequência fiscalizações ordinárias e extraordinárias, quando há denúncias. Não houve nenhuma denúncia de mau uso ou desvio de recursos federais contra esta gestão”, assegurou o controlador. Fonte: UOL Notícias – Por Carlos Madeiro.
Eita, gota!!! Durma com um barulhão desses!!!! Dá? Hum.... sei não.




Sexta-feira, Maio 08, 2009

APRUMANDO A CONVERSA: NÊNIA DE ABRIL



Música de Luiz Alberto Machado sobre poema de Sérgio Campos

Sou um poeta obscuro.
Os meus companheiros são poetas obscuros.

Nosso país é o amor subterrâneo em sagração de interiores catedrais.

Porquanto seja nosso pranto anônimo, choramos nossos mortos sozinhos.

Nosso embalar ainda é canto inaudível nas praças e nas avenidas do povo.

Lambemos nossas feridas ignoradas e nossos cantos codificam perdas.
Mas se o país é triste somos tristes porque é de nós sofrer a aflição geral.
Somos cidadãos de um trágico país cuja desgraça ataca sempre e cedo.
Antes que os nossos filhos denunciem o luto secular de seus abris.
O que é melhor em nós desfaz-se em perda.
O que tocamos nos trai com seus punhais.

Perpetramos nosso sonho coletivo e o velamos, mas quando tangemos é tarde demais.

Enfim quando se vai o que é do povo aqui na terra se depõe perto de nós.
É quando os obscuros cantam suas nênias para embalar o amado enquanto morto.

Sou um poeta obscuro.
Meus companheiros são poetas obscuros.
Nosso país é o amor.

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MÚSICA

Quinta-feira, Maio 07, 2009

SEBASTIÃO DIAS & DIOMEDES MARIANO


Neste mês de maio, o poeta, cantador e produtor João Eudes, estará lançando sua mais nova produção. É o CD de cantoria, gravado por Sebastião Dias e Diomedes Mariano, que faz parte da coleção Violeiros do Pajeú, que, em breve, sairá com outros poetas. O registro trás ainda uma participação do próprio João Eudes, um exímio cantador e grande poeta. O lançamento acontecerá no Bar e Restaurante Arriégua, que fica na Cidade Universitária, em Recife - PE e já é ponto de encontro dos amantes da arte do verso e da cultura do povo sertanejo, em geral. Na ocasião haverá cantoria com os poetas que compõem o CD, além de outras atrações a confirmar. É esperar pra ver!

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TATARITARITATÁ

Terça-feira, Maio 05, 2009

GLAUCO MATTOSO


MOTE BOCAGIANO

Num pais onde todos fodem tudo,
Onde leis não conhece a porra tesa!

MOTE

O peido que a nega deu
Quase não cabe no cu!

GLOSA

Muita merda já fedeu
Glosada de mote em mote,
Mas não há glosa que esgote
O peido que a nega deu.
Outro cheiro é mote meu:
Chulé macho, um tabu
Que afugenta até urubu!
Chupo o pé, cresce-lhe a pica
E, de tão grossa que fica,
Quase não cabe no cu!

LIMEIRIQUES

Em Fernando de Noronha
Mora um batedor de bronha
Tão longo de pica
Que, quando ela estica,
Seu gogó que é cona sonha.

Sei de um certo patriota
Cujo peido se suporta.
Quando tira a meia
A turma tonteia,
Mas de morte é quando arrota!

Uma puta de Brasilia
Empregou toda família:
Prima na Esplanada;
Na Praça, a cunhada;
No Planalto, pôs a filha.

Teve um general no Rio
Que era curto de pavio.
Jurou, rabugento:
“Eu prendo e arrebento!”
Mas era seu cu no cio.

HAICAIS

Se o governo trai,
Vai pra puta que o pariu!
Voto não tem pai.

Uma nação séria
Não faz pilhéria das outras:
Ri da sua miséria.

SONETO 306 – PUTANHEIRO

Putaria, prostituta, marafona,
Rameira, pistoleira, meretriz....
Além do que o sinônimo nos diz,
Existe uma perita em cada zona.
Nem tudo na mulher é mera cona:
Há a bunda, o seio, a rótula, o nariz...
Cliente mais exótico, feliz,
A velha zona erógena abandona.
É o caso do podólatra, que quer
O pé dela em sua boca e no seu falo
Ou por seu pé na boca da mulher.
Do fetichista cego já nem falo,
Pois seu desejo não é pé qualquer,
Mas o que tem chulé, frieira e calo.

SONETO 112 – OBSTIPADO

Prisão de ventre é um drama não descrito
Em prosa ou poesia, desde Homero.
Por isso meter meu bedelho eu quero
No bojo deste tão tácito mito.
Quem tem seu intestino assim constrito
Defeca sob esforço tão severo
Que rompe internamente o tido entero
Para externar um copro que é já lito.
Cagada semanal ou quinzenal
É como um parto sem anestesia
Em que o bebê não quer nascer normal.
Enquanto a tripa inchada se alivia
O pobre constipado lê o jornal,
Absorto na seção de economia.

SONETO 866 – CANIBAL

“A carne humana é doce!” – acha, contente,
O naufrago antropógafo (e o guerreiro
Silvícola) que, após o derradeiro
Pedaço, inda palita, rindo, o dente.
A parte mais gostosa é justamente
Aquela...” – complementa o carniceiro
Glutão, que, referindo-se ao traseiro,
Vontade de trinchá-lo à mesa sente.
A bunda assada entrou na culinária
Faz muito tempo, basta que atentemos:
Dourada e com batata, há quem compare-a
Aos bifes suculentos mais supremos.
Não é dia de bebê que falo, e vária
É a forma de encará-la, se a comemos.

SONETO 929 – PREJUDICIAL

Na bolsa de valores se baseia
Um animo excessivo e uma euforia
Chamada de otimismo, que irradia
Tentáculos na mais global aldeia.
Mas quando alguém descobre que bambeia
O frágil castelão de nota fria,
O pânico se instala e, mal o dia
Desponta, está vazia a que era cheia.
Fortunas se evaporam que nem fumo
E sólidas empresas pro buraco
Lá vão, pra dar da crise só resumo.
Foi ontem, mas parece ser tão fraco
Na mente esse episodio, que eu espumo
De raiva, tanto o assunto me enche o saco!

SONETO 344 – FEMINISTA

“Mulher tem que chupar sem reclamar!”
A banda de Brasilia não perdoa.
Seu rock a fêmea humilha, e o que apregoa
Reflete algum machismo em cada lar.
“Mulher tem que gemer! Tem que apanhar!”
Insiste o rock, e zoa, inda que doa
Na seria consciência da pessoa
Humana, que não cabe em seu lugar.
Parir, amamentar, dar gozo, é tudo
Que os homens lhe concedem, grita a dita,
Afora o afã domestico, que é mudo.
Às vezes, uma ou outra se habilita
Nas artes, no poder, no amor, no estudo...
Mas só se faz capaz se for bonita.

SONETO 286 – ARGENTINO

Durante a ditadura de Videla,
Patota seqüestrava o cidadão
Mantido, clandestino, num porão,
Ali, menina virgem é cadela.
“Picana” ou felação? A escolha é dela.
Pudica, escolhe o choque, mas em vão:
Seu corpo não resiste a uma sessão.
Acaba suplicando o pau na goela.
Quando ela chupa, ri o torturador
E xinga a moça até de pelotuda
Porque prefere a pica em vez de dor.
A porra jorra sobre a voz miúda
Da pobre adolescente, cuja cor
Parece inda mais branca, assim desnuda.

SONETO 895 – NÃO-GOVERNAMENTAL

O que é o que é? Responda antes que eu gongue!
Tem cara, ora de creche, ora de hospital,
Às vezes até de banco, e o capital
Tem credito que encurte, ora que alongue.
Nem clube de gamão, nem pingue-pongue,
Nem mutirão, nem multinacional,
Nem fundo de quintal, nem estatal!
Não adivinha? É simplesmente ONG!
Mais extra-oficial é o combativo
Estilo do Greenpeace ou dos anarcos,
Que enfrentam as potencias sem motivo.
Meu caso é bem atípico: com parcos
Recursos conto, e da visão me privo,
Mas contra os baleeiros vão meus barcos!

SONETO 923 – ANTIGOVERNAMENTAL

Estado organizado é como o inferno!
Assim acha que vê no Executivo
A síntese do abuso proibitivo
E o oposto a tudo quanto for moderno.
Se no Legislativo um simples terno
Distingue o ladrão preso do eletivo,
Justiça é dos impunes um arquivo.
Quem contra eles está diz: “Hay gobierno?”
Porém mais radical que um anarquista
Sou eu, que outro poder contesto e enfrento
O arbitrio que me fez perder a vista.
A Ele, o mais tirano e truculento,
Questiono e ponho em duvida que assista
Aos vivos como um Pai, já que é um sargento.

SONETO 405 – SINGULAR

Quem gosta de igualar o ser humano
Compara o magro ao gordo na virtude,
O mongolóide ao gênio na saúde,
Os corpos nus, e não a cor do pano.
Quem diz que algum político é meu mano
Ou que bandido é gente não me ilude.
Será que entre a velhice e a juventude
Existe sintonia? Ledo engano!!!
Fazer comparações não alivia
A fome, as privações, a perda, a dor.
Apenas o sofisma cria a via.
Pois creio que a distancia é bem menor
Entre uma pobre prosa e a poesia
Que aquela entre o poeta e o prosador.

SONETO 258 – DESFRUTADO

Viúvas são mulheres sem caroço,
Maduras, descascadas, já servidas,
Prontinhas para serem deglutidas
Na farta sobremesa dum almoço.
Eximia cozinheiras, nada insosso
Lhes passa pela mão de tantas lidas.
São ótimas nas ótimas comidas,
E pegam no pesado, do mais grosso.
As uvas estão verdes, mas as peras,
Maçãs, bananas, mangas e laranjas,
No ponto, já transbordam das fruteiras.
Portanto, ninfetinha, tu que esbanjas
Teu jovem charme, nem de longe queiras
Chegar aos pés de quem me faz as canjas!

SONETO 233 – SONETADO

Já li Lope de Veja e li Gregório,
Pois ambos sonetaram do soneto,
Seara na qual minha foice meto,
Tentando fazer algo meritório.
Não quero usar o mesmo palavrório,
Mas pilho-me, no meio do quarteto,
Montando a anatomia do esqueleto.
No oitavo verso, o alivio é provisório.
Contagem regressiva: faltam cinco.
Mais quatro, e fico livro do problema.
Agora faltam três.... Deus, daí-me afinco!
Com dois acabo a porra do poema.
Caralho! Só mais um! Até já brinco!
Gozei. Matei a pau! Que puta tema!

SONETO 260 – CONSTRUTIVISTA

De fora quem lê versos não vê pleno.
Percebe a rima, só que, antes da dita,
Existe metro, aceno e uma restrita
Cesura que censura o meu veneno.
As rimas são as quinas do terreno.
O metro é cada lado, está na fita.
O aceno é o torreão de quem recita
E a pausa põe suspense no obsceno.
Tijolo é toda letra, toda nota.
Vogal ou consoante, tudo conta,
E cada virgulinha tem sua quota.
Castelo edificado, casa pronta.
Mas quando tem caralho, cu, xoxota,
A critica, que é vândala, o desmonta.

SONETO 573 - BARBARIZADO

Já se disse: sete é conta de mentira e lenda.
Também dizem que de azar o treze é cifra certa,
Isso explica a redondilha como porta aberta
No cantar dos repentistas, na feroz contenda,
À bazofia descarada, onde é melhor a emenda
Que o soneto decassílabo, no qual se enxerta
Entre termos eruditos a falácia esperta,
Lei de todo bom poeta que seu peixe venda.
Outrossim, também se explica por que nunca é visto
Um soneto alexandrino, mas de pé quebrado:
Este, a cuja tentação do treze não resisto.
Vou chamá-lo aleijadinho, pois em vez de errado,
Tem caráter de obra-prima, pelo menos nisto:
Completar catorze versos sem ficar quadrado!
GLAUCO MATTOSO - O poeta, ensaísta, ficcionista e articulista paulista, Glauco Mattoso foi registrado civilmente Pedro José Ferreira da Silva, em 1951, formado em biblioteconomia e letras vernáculas. Mantem desde os anos 70 um perfil contracultural, embora prefira ser pos-maldito. Praticou experimentalmente diversos gêneros poéticos: poesia visual, haicai, limerick, glosa, soneto, também se dedicando à poesia de cordel. Tem vários livros publicados e inéditos. Entre suas obras está Poesia Digesta, publicado pela Landy Editora, em 2004. Está cego desde a década de 90.

FONTE:
MATTOSO, Glauco. Poesia digesta (1974-2004). São Paulo: Landy, 2004.

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Segunda-feira, Maio 04, 2009

ROCK CORDEL


ROCK CORDEL - Rock-Cordel Especial seleciona bandas cearenses para o maior festival de heavy metal do mundo Seletiva para o megafestival alemão Wacken Open Air acontecerá no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – Centro – fone (85) 3464.3108), no próximo sábado, 9 de maio; programação começa na quarta-feira, 6, e prossegue na quinta-feira, 7, com shows, bate-papos, exibição de vídeos e e exposição fotográfica sobre os bastidores da produção de videoclipes SELETIVA CEARENSE PARA O FESTIVAL WACKEN OPEN AIR (W:O:A BATTLE) Seletiva que levará um grupo de heavy metal do Brasil ao festival WACKEN OPEN AIR, que acontece anualmente na cidade de Wacken (norte da Alemanha), um dos mais importantes eventos musicais ao ar livre do mundo. A edição deste ano será realizada durante o verão europeu nos dias 30, 31 de julho e 1º de agosto do corrente. Mais importante festival europeu de heavy metal, o megaevento germânico reunirá grupos de 22 países de quatro continentes (Europa, América, Ásia e Oceania), com público previsto em torno de 62 mil pessoas de todas as partes do mundo. Do Wacken Open Air, participam bandas de heavy metal da Europa (Alemanha, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Inglaterra, Itália, Irlanda, Noruega, Polônia, Portugal, Suécia e Suíça), América (Brasil, Canadá, México e EUA), Ásia (Israel e Japão) e Oceania (Austrália).
Programação do Rock-Cordel Especial começa no dia 6 de maio (quarta-feira) Programação especial com a exibição de vídeos e documentários realizados por alunos da Associação Cultural Cearense de Rock (ACR), resultado do curso de audiovisual promovido pelo Ponto de Cultura ABC Digital. A programação também conta com a exposição fotográfica “2º Rock.Doc: luz, câmera e distorção”, que retrata os bastidores da produção dos videoclipes, através da lente da fotojornalista Karen Pedregal e apresentação de shows musicais com as bandas Canino Song (18h) e Obskure (18h50), no dia 06 de maio (quarta-feira). No dia 07 (quinta-feira), apresentação das bandas Thrunda (18h) e Clamus (18h50). Finalmente, no dia 09 (sábado), mais uma edição do W:O:A Metal Battle, seletiva com as bandas A Trigger to Forget (15h), Betrayal (15h50), Dr. Divine (16h30), Roadsider (17h20) e SamhainFall (18h). A banda vencedora da seletiva regional irá participar da final nacional que acontecerá no dia 24 de maio deste ano, na cidade do Rio de Janeiro, que levará um grupo de heavy metal do Brasil ao festival WACKEN OPEN AIR, edição 2009, na cidade de Wacken, na Alemanha. PROGRAMAÇÃO, ENTREVISTAS E INFORMAÇÕES ADICIONAIS: Amaudson Ximenes (produtor do Rock-Cordel Especial) – (85) 8708.4223 – amaudson@gmail.com André Marinho (coordenador do Rock-Cordel Especial) – (85) 3464.3259 / 9111.1090 – andreluismm@bnb.gov.br Luciano Sá (assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste) – (85) 3464.3196 / 8736.9232 – lucianoms@bnb.gov.br

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