quinta-feira, janeiro 12, 2006

DE ANTEMÃO & FECAMEPA!!!!!


 



DE ANTEMÃO: NÃO SE ENGANE, É SÓ CRONIQUETA DE AMOSTRAMENTO MESMO! - Olá chegou foi? Então, receba meu beijabração recepcionando você. A partir de agora, o problema é só e exclusivamente seu.

O tataritaritatá é apenas tataritaritatá: uma reunião de croniquetas delatoras, gaiatas e passadas a limpo por quem não tem nada pra fazer.

Por justificativa, um argumento muito forte: meu coração cresce todo dia. Está tomando uma dimensão maior do que posso caber. Por esta razão, nada além de tentar no meio da mediocridade e seboseira algo útil quando estou cônscio que não valho nada. Não tenho a menor idéia onde tudo isso vai dar. Eu não dou nada, digo logo. Por isso, a primeira coisa que você tem a fazer é ter paciência comigo.

Se tivesse algum objetivo não seria outro senão amostramentos. Então, não leve lá muito a sério, não há razão para isso.

Tudo que está aqui foi feito apenas pelo conjunto de caraminholas inúteis que rondam minha cachola e meu coração, resultantes de vexames e emoções vividas, curtidas e apagadas com o devido rigor.

Pois bem, continuando: esta obra – vale o sentido depreciativo mesmo, ligue não – é composta por alguns ingredientes que vão desde o desmiolamento mesmo, isso com a cara mais lisa, saiba. Não encontrará aqui você nenhuma obra-prima, nem lascando. Talvez alguns coprólitos intelectuais que valham verdadeiro cocô-de-lôro. Então, se desengravate logo, afrouxe o senso e deixe a tanga voar. Isso, claro, com moderação, evidentemente. Nada de extravagâncias porque o povo tem a língua solta e não economiza na pecha. Feito isso, vamos para a composição da droga. Cuidado! O Ministério da Saúde adverte: o uso indiscriminado de ciências desconhecidas pode levar você à loucura, no mínimo. Ou, no bom sentido, pode aliviar os encarcamentos que andam tirando você do sério, afrouxando, assim, a tripa gaiteira o que será um santo remédio, certo?

Com esta prévia advertência, digo outra: não vale jogar pedra em mim, afinal também sou ser humano. Agora, se você quiser me mandar pra casa-da-porra, vá você primeiro e depois me diga como é que por lá.

Partindo para a posologia que a coisa aqui não é tão séria assim, mas nem tanto, infelizmente a dosagem aqui é feita por principiante: pode ser além da conta. Ou não. Cuidado, depois não vá dizer que SantAntonho enganou. Nada disso, tô avisando de véspera. Também pode acontecer que a química aqui usada, mesmo que seja merda nenhuma que chegue feder ou cheirar, vá por água abaixo. Você sabe, né? Nos dias de hoje todo mundo arruma uma lavagem de roupa para sobreviver. Esta é a minha.

Pode dizer que tudo é enrolança, contudo uma coisa eu garanto: pode ser, mas não devidamente. Duvida? Bote a mão onde quiser, menos pra minha banda.

Para melhor administrar essa lenga-lenga, você pode usar estas patranhas em conta-gotas ou quantas vezes quiser ao dia, por hora, por minutos, ou segundos, apenas.

É bem provável que na primeira parte dessa molecagem você encontre algumas reminiscências, lavagem de pano, bobagens, fuleragem ou nada que possa ser mencionável para se aproveitar. Podia ser a mea culpa, mas não é. Podia ser depoimentos se tivesse valia alguma. Muito menos deduragem, antes fosse – não tenho jeito para alcaguete. Nem saudosismo, no máximo, como já dissera antes, amostramento.

Em tudo aqui, só espremendo para ver no que pode dar: pode ser uma ínfima seleta do mau-gosto com pitacos, piruagens, farofada e engulhos muitos. Nada mais. Acredito mesmo que se juntar tudo e botar no crivo do sensato não vai sobrar nada que se diga por aproveitável.

Pode encontrar lorotas, petas e patranhas, essas sim são as mais importantes de tudo aqui e que são resultados de experiências, maloqueragens, experimentos, despropósitos e adiantamentos que se poderia dizer, assim, no mais ou menos, uns aconselhamentos, dicas e recomendações de uma alma sebosa que se acha no direito de sacar o que quiser, pura perda de tempo. Pelo menos é uma tentativa de fazer um bem à humanidade, ou não.

Assevero que você pode considerar tudo aqui como de alta, baixa, de lado, acima, embaixo, de banda ou de qualquer ajuda, tudo na escolha do freguês: ele que escolha, ora. É de alta-ajuda porque se serve de narcísicas pretensões de um sem-vergonha que ora tasca essas desajeitadas linhas, folgando os neurônios para coisa de maior valia; de autoajuda, nem me atrevo, mas, de repentemente, até pode ser: pode ajudar o cara a fundir a cuca, a se lascar de rir ou chorar, quem sabe? Talvez possa ser de meia-ajuda, hem? Melhor. É, pode ser uma meia-boca só pra enrolar os bestas mais alesados que eu. Ou, também, uma meia-sola no humor, que tal? Ou, ainda, uma quase-ajuda, afinal, não valendo nada que preste, pelo menos, pode servir para afolosar a sisudez levando para perder tempo numa brincadeira de somar, dividir, multiplicar ou subtrair o tanto de palavra, ou de palavrões, mangações, leseiras ou desaprumações, né, não? Afinal, tudo que está aqui pode servir para alguma coisa, só não me pergunte pra que droga de nove que serve porque nem eu mesmo sei. E se tiver mais o que fazer, vá-se embora. Feche essa tranqueira e boa sorte. Mas se você está a fim de se aventurar na baboseira, desaperte os cintos que aqui o piloto não sabe a menor direção das ventas. Considere que eu não estou fazendo nada, você também, que tal bater um papo assim treloso com alguém.  Vamos nessa? Vamolá. Obrigado, de antemão. Aprumando a conversa e tataritaritatá. Assinado: Luiz Alberto Machado.
 
FECAMEPA: TÁ TODO MUNDO NU, ÔBA!*-O FECAMEPA – Festival de Cagada Melando o País -, é um afilhado bastardo e xexéu descarado, além de rejeitado do legendário FEBEAPÁ (tomara que o Stanislaw Sérgio Ponte Preta Porto não se incomode, oxalá). Ainda hoje, quer porque quer fazer um exame de DNA no Ratinho, só para provar esse parentesco com o famoso, usando deste expediente – e na maior cara-de-pau, nem esconde isso –, só para ganhar notoriedade entre os cento e tantos milhões de brasileiros que nem o IBGE sabe na verdade até agora em quanto vai terminar essa corda de guaiamum da gente. Eu, hem?

Pois bem, o FECAMEPA nasceu com vontade de repassar (o que? maior presunção: quer passar a limpo mesmo, gente!) a História do Brasil.

E se justifica: tudo no Brasil é uma verdadeira cagada! Pois tudo começa quando o país entrou na história da humanidade: exatamente como uma cagada.

Verdade, senão, vejamos: os portugas saíram de casa para ir para as Índias buscar brebotes. Ajeitaram tudo, arrumaram os mijados, festejaram, fizeram isso e aquilo e se danaram pelo Atlântico.

Acontece, porém, que todo mundo sabe que erraram o caminho (será que num foi de propósito mesmo? Ainda hoje questionam se a tolotada toda não foi ao acaso ou houve de mesmo a intencionalidade de desobstruir a tripa gaiteira dos lusos, tomando posse de vez da merdaria toda. Uns pendem prum lado; outros, pro outro. Eu, hem?).

Pois é, à deriva por quaraquaquá dias, veio o primeiro sinal: um rabo-de-asno. Depois, o segundo: o vôo do fura-bucho. Enfim, terra. Aí o alívio foi tão mas tão de tão que deu no que deu.

Prá encurtar: os perós chegaram mesmo foi na indiada de Pindorama. Aí, ficaram logo todos de queixo caído: pois era tudo nu, pintado da cabeça aos pés e virado na breca. E o pior: maior timbungada dentro dos rios (coisa escandalosa para eles, nunca foram achegado a banho, né?).

E foi desse fuá todo que nasceu aquela idéia de que não existe pecado ao sul do Equador. Verdade, o refrão escandalizava na umbigada: tá todo mundo nu, oba! Tá todo mundo nu, oba!

Como eles entraram na roda, evidentemente que gostaram: ó que suruba boa, pá! .

Aí começou todo fuzuê. Êta Brasilzim véio, aberto e sem porteira!

Ah, veja todo desenrolar dessa história toda aqui.  E vamos aprumar a conversa & tataritaritatá!!!!

© Luiz Alberto Machado. Direitos 

* Uma outra coisa: o episódio FECAMEPA: por que Brasil, hem?, foi publicado na antologia Guardados e Contextos, organizada pela Clarisse Maria Guedes para a Guarajás



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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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 CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá

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